Grupo de teatro amador promove protagonismo juvenil em Balneário Camboriú

“Hoje vivemos um tempo em que o produtor cultural trata a arte como produto e o artista vira bobo da corte dessa gente”, diz diretor do Grupo Catarinense

- Publicidade -
- Publicidade -

Câmara de Balneário Camboriú vota nesta terça repúdio ao deputado Carlos Humberto

A definição de ruas no bairro da Barra e uma moção de repúdio ao deputado estadual Carlos Humberto (PL)...

Câmara de Balneário Camboriú rejeitou moção contra Carlos Humberto após embate entre vereadores

Proposta de Aristo Pereira foi rejeitada por 11 votos contrários e apenas um favorável. Sessão também teve aprovação de quatro projetos

Em derrota histórica para Trump os Democratas conquistam maioria na Câmara e no Senado

O resultado da eleição nos Estados Unidos tem alcance global porque tira poder de um presidente frequentemente apontado como insano.

Leia também

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

O tradicional grupo de teatro amador Meta Movimento Estudantil, conhecido na cena cultural de Balneário Camboriú ganhou novo fôlego em 2013, quando foi reencarnado sob o nome de Grupo Catarinense. Desde então, a trupe atua dentro da Escola de Ensino Básico Francisca Alves Gevaerd (FAG), no Bairro da Barra, onde desenvolve o projeto voltado à formação artística de adolescentes.

À frente do grupo está o diretor teatral Juarez Rezende Araújo, mestre em Artes da Cena pela Escola Superior de Artes Célia Helena, que mantém o trabalho de forma totalmente voluntária. 

“Quem tiver interesse em participar de nossas montagens pode aparecer no ensaio, que é sempre aos sábados, das 10h às 12h, no palco da escola. E é de graça. Trabalhamos com adolescentes dos 12 aos 17 anos e promovemos com isso o protagonismo juvenil da garotada”, destaca Juarez.

Reconhecimento em festivais e trajetória nos palcos

Alunos de teatro em cena (Divulgação)

Neste ano, o grupo marcou presença em diversos eventos e festivais, representando Balneário Camboriú em cidades como Taió, Indaial e Pinhais (PR), onde participou pela segunda vez do Festival Nacional de Pinhais.

Mais recentemente, o grupo se classificou para o Festival de Esquetes de Blumenau, que será no final deste mês, com o espetáculo “Alice vai pra rua”, o mesmo que encantou o público paranaense. As montagens costumam trabalhar textos clássicos de autores como Coelho Neto, Nelson Rodrigues e Harold Pinter.

Arte por amor, não por lucro

Apesar das dificuldades financeiras típicas do teatro amador, Juarez segue sustentando o projeto com os próprios recursos.

“Ganhei alguns trocados em oficinas e projetos culturais que participei e gasto tudo com teatro amador. Faço por amor mesmo, além de alimentar meu portfólio artístico atualizado”, conta.

- Continue lendo após o anúncio -

O diretor também critica a postura de alguns produtores culturais que, segundo ele, abandonam os projetos após o fim do financiamento. 

“Acho ruim aprovar projeto na LIC ou na Aldir Blanc só pra ganhar uns trocados, ofertar uma oficina e, quando a grana acaba, deixar os adolescentes no ‘ora veja’. Se você estimula o povo a fazer arte, não pode parar só porque o dinheiro acabou. Hoje vivemos um tempo em que o produtor cultural trata a arte como produto e o artista vira bobo da corte dessa gente. Nisso eu tô fora. Posso fazer um monte de coisas por dinheiro, mas minha arte eu não negocio”, afirma Juarez.

- publicidade -
Clique aqui para seguir o Página 3 no Instagram
Quer receber notícias do Página 3 no whatsapp? Entre em nosso grupo.
- publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas