O vice-prefeito de Balneário Camboriú, Nilson Probst, que preside o MDB da cidade, e está em viagem à China, procurou o Página 3 para responder matéria sobre a pré-candidatura do vereador Marcelo Achutti a deputado estadual.
Achutti anunciou que tem intenção de se candidatar depois de Probst anunciar que não haverá candidatos pelo MDB local em 2026.
Segundo Probst, a decisão de não ter candidato por Balneário foi do diretório municipal, do qual Marcelo Achutti não faz parte.
Ele acrescentou que se o partido tivesse candidato não seria Achutti, porque ele não trabalhou para o MDB na eleição (é oposição ao atual governo municipal, mesmo com Probst sendo vice-prefeito) e está com carta de liberação desde julho para deixar o partido.
“Vejo que esse anúncio dele é para tumultuar o partido. Não tem como passar por cima assim. Ele sequer foi no encontro do MDB, quando apresentaram nomes de candidatos a deputado estadual e federal. Sem conversar com o partido, mais uma vez de maneira isolada, anunciou a pré-candidatura. Foi mais uma ação dele contrária ao partido. O direcionamento é não ter candidato em Balneário Camboriú nem a deputado estadual e nem federal, porque não preparamos candidatura. Temos acordos políticos, e ele de maneira isolada disse ser candidato”, afirmou.
O presidente do MDB de Balneário disse que há hierarquia, uma decisão tem que passar pela executiva municipal e depois estadual e que Achutti passou por cima.
“Fiquei sabendo pela matéria do Página 3. Na política tem que ter palavra, já tínhamos encaminhamento de não ter candidato em 2026, porque não preparamos. Desde a eleição, o Marcelo não tem tido participação. Não sou eu falando e sim a executiva do partido, pelo fato de não participar de nada, de não ter ido no lançamento dos candidatos, agora faz isso… converso com ele informalmente, há duas semanas conversei, mas não de política, eu não sabia que ele queria vir, e isso é um contra-senso”, completou Probst.

