“Santa Catarina vive um dos ecossistemas mais vibrantes do país, combinando inovação, trabalho duro e a capacidade catarinense de transformar desafios em oportunidades: da energia tecnológica de Floripa aos polos industriais do Norte e do Oeste. Ainda assim, por trás de toda operação comercial existe um território silencioso que poucos enxergam, mas que decide o futuro de qualquer negócio ou operação comercial . É ali, longe dos holofotes, que o desempenho é construído ou perdido. É o que chamo de “o tabuleiro do SaaS”. Já ouviu falar?
SaaS é um modelo em que empresas usam softwares pela internet por assinatura, sem precisar instalar nada, acessando tudo direto na nuvem. Como o Dropbox ou Zoom, por exemplo. E é nesse “tabuleiro invisível” que as vendas realmente começam, muito antes de um vendedor fazer contato ou de uma pessoa interessada no seu produto responder no WhatsApp. E é também ali que muitos empreendedores, mesmo com excelentes produtos e equipes dedicadas, perdem performance sem perceber. Não por falta de esforço, mas por enxergar apenas a superfície e ignorar o sistema que opera nos bastidores, longe das câmeras e dos holofotes.
Nas conversas que tenho no canal da minha startup, sempre reforço que vender não é um ato isolado: é o efeito de um conjunto de decisões invisíveis que se conectam entre si. No fim das contas, SaaS não é tecnologia; é a capacidade de enxergar o tabuleiro inteiro, compreender a jornada do cliente, antecipar movimentos, ajustar processos e criar previsibilidade. Nesse tabuleiro, o CRM ocupa um papel central. Muitos tratam o CRM como uma ferramenta, mas ele funciona como o sistema nervoso da operação comercial. Quando mal estruturado, cria confusão, retrabalho e perda de oportunidades. Quando bem arquitetado, revela gargalos antes invisíveis, organiza fluxos, transforma dados em decisões e sustenta uma operação preparada para escalar de forma consistente. É por isso que CRM é engenharia comercial e não um simples software.
A jornada do cliente também é uma peça estratégica desse tabuleiro. Ela começa quando a empresa se estrutura para receber o cliente, reduzindo fricções e criando uma experiência pura e sem improvisos. É nesse encontro entre o humano e a tecnologia que o jogo realmente se define. Outro elemento essencial é a antecipação. Quando falamos em SaaS, reagir custa caro. E o empreendedor catarinense sabe bem o valor do tempo. Antecipar é interpretar dados, reconhecer padrões e ajustar o tabuleiro antes que o resultado do mês fuja do controle.
Quando o empreendedor passa a enxergar esse cenário de forma integrada, algo importante acontece. Foi essa visão conectada e orientada por dados que me fez criar, em Balneário Camboriú (SC), há um ano a minha terceira startup, com o propósito claro de contribuir para transformar a cidade em um novo Vale do Silício brasileiro, fomentando tecnologia de ponta, emprego qualificado e inovação aplicada ao dia a dia dos negócios. Nesse contexto, nasceu uma plataforma que combina, em um sistema único, CRM, automação, inteligência de dados e IA, e já se posiciona como uma das soluções mais completas da América Latina para gestão de vendas omnichannel. Isto porque, acabamos de receber US$ 100 mil em créditos da Google Cloud (Google for Startups Cloud Program) para acelerar o desenvolvimento do nosso braço de inteligência artificial.
Porque, no fim das contas, SaaS é sobre isso: a capacidade de olhar além do óbvio, conectar peças que parecem soltas e conduzir o tabuleiro com inteligência.
E quem aprende a enxergar o invisível…domina o jogo!”.

Andreone Ribeiro começou sua trajetória como entregador de marmitex, entrou no mercado de tecnologia e, em 2018, decidiu empreender para provar que é possível começar do zero e construir algo relevante em qualquer idade ou contexto. Fundou uma das maiores empresas de automação de WhatsApp da América Latina e, hoje, é CEO da startup DataCrazy (@crm.datacrazy) e mentor de PMEs, além de investir em novas empresas e projetos de software.

