A equipe multiprofissional da empresa Idec Saúde Ltda., contratada para fazer internações involuntárias de pessoas que vivem nas ruas em Balneário Camboriú, foi apresentada à prefeita Juliana Pavan nesta semana.
A política de internações involuntárias voltada para casos específicos de vulnerabilidade foi aprovada em lei e a equipe contratada desenvolverá serviços psicossociais continuados. Antes da equipe chegar, aconteceram duas destas internações.
As internações involuntárias estavam suspensas em Balneário Camboriú devido a uma ação judicial que apurou suspeitas de tortura e maus tratos nas abordagens nos últimos anos.
Em 2025, o governo municipal debateu com o Ministério Público para retomar esse tipo de internação, com respeito às leis, à dignidade e à integridade das pessoas em situação de rua. O município assinou um acordo com o MPSC que estabelece as regras para esse tipo de serviço.
O secretário de Assistência Social, Mulher e Família, Omar Tomalih, disse que a equipe de oito pessoas é formada por enfermeiro, médico, psiquiatra, psicólogo, assistente social e educador social, motorista e uma coordenadora.

“A empresa começou essa semana, fazendo visita aos equipamentos, acompanhamento nas abordagens, para se ambientalizar, conhecer o território, a cidade e nossa equipe”, disse Omar.
O serviço especializado, que será controlado pela Secretaria de Assistência Social, custará em torno de R$ 110 mil mensais para o município.
“A equipe é responsável para fazer todo trabalho de condução, através de laudos, relatórios que o Resgate Social possui, eles têm veículo próprio”, disse Omar.
Atualmente o Resgate a Vida BC tem 24 agentes e mais 30 serão contratados para trabalhar na temporada. Somando aos oito profissionais da empresa contratada, serão 62 pessoas atuando na temporada.
Polêmico & Preocupante

O secretário Omar definiu como ‘polêmico e preocupante”, o assunto relacionado a pessoas em situação de rua.
“Infelizmente a tendência é aumentar, até porque a maioria deles, 95% ou mais, estão nesta situação por causa da droga e aqueles que não tem a droga como causa, assim que vão para rua, acabam se envolvendo com ela. Agora estamos tentando com um programa novo, dando uma visão de 360 graus para o problema, tentar resolver desta forma, gradativamente. Porque sempre foi ‘enxugar gelo’, mas agora mudou, acreditamos que possamos melhorar esse cenário”, disse Omar.
Ele acrescenta que é um momento inédito e Balneário Camboriú sai à frente nesta situação também.
“É um olhar de manter a ordem, mas também de tentar resgatar vidas, porque a rua não é lugar para ninguém, não traz dignidade pra ninguém, ela só traz problemas, doenças, criminalidade. Temos a obrigação como assistência social de fazer a abordagem, o acolhimento e acompanhar estes pacientes, e aqueles que estão na rua cometendo delitos, recebem atendimento da Guarda Municipal e da Polícia Militar. A prefeita desde o início, quando pensou nesse projeto, usou dois termos: precisamos manter a ordem pública no município, mas também cuidar das pessoas”, enfatizou o secretário.
