A prefeita Juliana Pavan assinou na sexta-feira (19) o decreto que proíbe a prática de nudismo ou naturismo em todas as praias de Balneário Camboriú, mas o foco é a Praia do Pinho, a única que permitia a prática desde a década de 80 e nesta segunda-feira (22), a Polícia Militar começou a fiscalização no local.
Segundo a PM, a partir de agora, qualquer pessoa que “insistir na prática desses atos” (naturismo/nudismo) estará sujeita a sanções previstas no Código Penal, incluindo crimes contra a dignidade sexual, atos libidinosos e outras infrações correlatas.
O principal motivo alegado pelo governo municipal para o fim do naturismo na Praia do Pinho foi a falta de segurança, denunciada por moradores da região, alegando atos obscenos, furtos etc…no local, mas há pessoas que defendem que deveria haver fiscalização e reforço na segurança e não acabar com o naturismo no local.
O jornal questionou a PM se havia fiscalização sobre atos libidinosos que aconteciam no local, já que havia um projeto sobre o assunto tramitando desde 2022 na Câmara. Mas a polícia não respondeu ao questionamento, informou apenas que não havia fiscalização, porque antes era permitido circular nu no local, o óbvio em uma praia naturista.
“Agora será fiscalizado, sim. E aí teremos um panorama para repassar”, informou o setor de Comunicação da Polícia Militar ao jornal.
Um morador do Estaleiro disse ao Página 3 que viu o policiamento no local nesta segunda-feira e até estranhou a novidade.
“Por que não fiscalizaram antes, os atos obscenos, furtos que o pessoal denunciou que aconteciam lá”, questionou o leitor.
A polícia informou em material enviado para a imprensa que haverá intensificação na fiscalização da Praia do Pinho e que a medida visa garantir “o respeito às normas de convivência e a proteção dos cidadãos e turistas. O 12°BPM reforça que a fiscalização será intensificada e que as infrações poderão acarretar penalidades severas”, informou a PM.

