Hospital Marieta celebra 70 anos de história reconhecido como a maior casa de saúde pública de Santa Catarina

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O Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, de Itajaí, comemorou 70 anos esta semana (28) com uma missa de ação de graças e o lançamento de um livro, que resgata a trajetória da instituição desde a sua fundação, destacando momentos marcantes e a evolução do cuidado em saúde ao longo das décadas. 

A obra foi escrita pelo padre Eder Claudio Celva e pelo professor Edison d’Ávila e reúne relatos históricos, registros documentais e memórias que ajudam a contar a importância do hospital para Itajaí, para a região da AMFRI e para a saúde pública de Santa Catarina. 

Inaugurado oficialmente em 28 de janeiro de 1956, o hospital foi idealizado durante o governo de Irineu Bornhausen, então governador de Santa Catarina e natural de Itajaí, que assumiu o compromisso de construir um hospital de referência para a saúde pública da região. 

O nome da instituição é uma homenagem à sua esposa, Marieta Konder Bornhausen, reconhecida por sua atuação social voltada à assistência à mulher e à infância.

Desde sua fundação, o Hospital Marieta sempre teve sua administração confiada a congregações religiosas. Inicialmente, esteve sob a responsabilidade das Irmãzinhas da Imaculada; posteriormente, das Irmãs da Divina Providência; e, desde 3 de janeiro de 1985, é administrado pelas Irmãs Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, da Rede Madre, que conduzem a instituição com foco na humanização do cuidado e na excelência assistencial.

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Fundado com vocação para a maternidade, o Hospital Marieta acompanhou o crescimento de Itajaí e da região da AMFRI, ampliando serviços, especialidades e estrutura ao longo das décadas. 

Atualmente, atende mais de 93% dos pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é reconhecido como o maior hospital público de Santa Catarina, sendo referência em média e alta complexidade.

Entre os principais avanços assistenciais, destaca-se a inauguração, em 2002, do primeiro Centro de Neonatologia, ano em que o hospital recebeu o título nacional de Hospital Amigo da Criança, concedido pelo Ministério da Saúde com apoio da Unicef, reconhecendo o incentivo e a proteção ao aleitamento materno.

Em 2005, o hospital iniciou a captação de órgãos e inaugurou o INCOR, passando a oferecer atendimento em cardiologia de alta complexidade, o que auxiliou no atendimento aos pacientes, que deslocavam-se para outros estados. 

Em 2025, o Hospital Marieta consolidou esse avanço ao se tornar Centro de Referência em Cardiologia pelo SUS.

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A instituição também ampliou sua atuação em outras especialidades: em 2006, foi habilitada em Ortopedia e Traumatologia; em 2008, passou a contar com a Unacon – Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, habilitada pelo Ministério da Saúde para a realização de quimioterapia, hormonioterapia, imunoterapia e cirurgias oncológicas; e, em 2011, tornou-se credenciada para transplantes de córneas.

Complexo Madre Teresa

Em 2012, iniciou-se a construção do Complexo Madre Teresa, totalmente inaugurado em 2 de julho de 2025, ampliando ainda mais a estrutura hospitalar. Um dos destaques desse período foi a criação, em 2013, da Associação Madre Teresa, que reúne empresários, funcionários e a comunidade em ações voltadas a benfeitorias para pacientes e para o hospital. Entre os projetos, destaca-se a Casa de Acolhimento Madre Teresa, que recebe pacientes oncológicos do SUS vindos de outras cidades durante o tratamento.

Atualmente, o Hospital Marieta conta com 60 leitos de UTI adulto, 10 leitos de UTI neonatal e 8 de UCI, Centro de Parto Normal, leitos de internação clínica, cirúrgica e obstétrica, 16 salas cirúrgicas, Centro de Diagnóstico por Imagem, duas salas de hemodinâmica, além de ser porta de entrada para urgência e emergência de toda a região da AMFRI. 

A instituição também mantém programas de residência médica em diversas especialidades.

Nos últimos anos, o hospital consolidou importantes reconhecimentos. Em 2024, alcançou a liderança estadual em doação de órgãos e tecidos e, em 2025, recebeu a Acreditação Hospitalar ONA – Nível 1, certificação que atesta o compromisso com a segurança do paciente e a qualidade assistencial.

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O nome do hospital é uma homenagem à Marieta Konder Bornhausen, esposa do ex-governador Irineu Bornhausen. Nascida em 1898, em Itajaí, Marieta teve 3 filhos: Paulo, Roberto e Jorge e faleceu em 1994, no próprio hospital que hoje leva seu nome.

Pontos marcantes da história do Hospital Marieta

Divulgação
  • 1979 (12 de março) – Inauguração do segundo prédio, de frente para a Rua Marcos Konder, pelo então governador Antônio Carlos Konder Reis
  • 1985 (3 de janeiro) – Início da administração pelas Irmãs Pequenas Missionárias de Maria Imaculada (Rede Madre)
  • 2002 – Inauguração do primeiro Centro de Neonatologia
  • 2002 – Reconhecimento nacional como Hospital Amigo da Criança, concedido pelo Ministério da Saúde com apoio da Unicef
  • 2005 – Início da captação de órgãos e inauguração do INCOR, com atendimento em cardiologia de alta complexidade
  • 2006 – Habilitação em Ortopedia e Traumatologia
  • 2008 – Criação da Unacon – Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, habilitada para quimioterapia, hormonioterapia, imunoterapia e cirurgias oncológicas
  • 2011 – Credenciamento para transplantes de córneas
  • 2012 – Início da construção do Complexo Madre Teresa
  • 2013 – Fundação da Associação Madre Teresa, reunindo empresários, funcionários e comunidade
  • 2024 – Liderança estadual em doação de órgãos e tecidos
  • 2025 – (2 de julho)  Inauguração completa do Complexo Madre Teresa
  • 2025 – Hospital Marieta torna-se Centro de Referência em Cardiologia pelo SUS
  • 2025 – Conquista da Acreditação Hospitalar ONA – Nível 1

Texto: Luana Lemke

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