Após maior Feira de Verão já realizada em Balneário, feirantes e Fundação Cultural traçam próximos passos

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O primeiro encontro do Papo de Feira em 2026 reuniu feirantes e representantes da Fundação Cultural de Balneário Camboriú na segunda-feira (23), no Teatro Municipal Bruno Nitz, para avaliar resultados, alinhar estratégias e projetar os próximos passos das feiras municipais. Mais do que uma reunião administrativa, o encontro marcou um balanço coletivo sobre o crescimento do setor e a consolidação das feiras como política pública permanente na cidade.

Balanço do ano e da maior Feira de Verão já realizada

A principal pauta foi uma leitura ampla do desempenho de 2025, com atenção especial à Feira de Verão 2025/2026, considerada a mais longa já promovida no município. O evento ocorreu de 15 de novembro a 21 de fevereiro, avançando até o período pós-Carnaval, com programação artística, estrutura ampliada e participação expressiva de feirantes.

Segundo o diretor-geral da Fundação Cultural, Ed Rocha Jr., o encontro teve como objetivo compartilhar resultados e fortalecer a construção coletiva das feiras. 

“Nosso foco foi olhar para o ano de 2025 como um todo, mas principalmente para a Feira de Verão, que foi a mais longa da história. Foi um momento de dividir resultados com os feirantes e também de reconhecer o trabalho da Associação dos Feirantes, que foi essencial para que tudo acontecesse”, afirmou.

Ele ressaltou que a realização de uma temporada extensa só foi possível graças à organização conjunta. 

“Não daria para fazer tantos dias, com programação artística e estrutura, sem a atuação da associação de feirantes. Foi uma grande conquista e mostra como o trabalho coletivo fortalece a feira”, disse.

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Os 20 novos feirantes sendo recebidos pela Fundação e associação dos feirantes (Divulgação/PMBC)

Crescimento e fortalecimento da organização dos feirantes

Um dos pontos destacados foi o aumento expressivo no número de participantes e o fortalecimento da articulação entre os trabalhadores do setor. Ao longo da temporada, 45 novos feirantes ingressaram na Feira de Verão. Destes, 20 permaneceram durante toda a programação e passam agora a integrar o quadro fixo das feiras municipais.

“Os feirantes estão mais unidos do que nunca. Existe diálogo constante e uma compreensão clara de que a feira é um trabalho coletivo, resultado da soma de ações. Hoje eles estão organizados, compondo juntos e construindo um ambiente mais sólido”, destacou Ed.

Os 20 feirantes que permaneceram durante toda a temporada agora participam de forma permanente das feiras da Barra e da Praça da Bíblia, em uma nomeação simbólica que reconhece o compromisso e a continuidade do trabalho.

Feira da Orla se consolida como política pública permanente

Outro marco apresentado no encontro foi a formalização da Feira da Orla como política pública contínua do município, com realização semanal às quartas-feiras. A iniciativa representa um avanço na estruturação das feiras e na relação com o turismo local.

“Transformar a Feira da Orla em política pública permanente é uma conquista importante. Ela passa a integrar oficialmente o calendário e a estrutura das feiras da cidade, com planejamento e critérios técnicos”, explicou o diretor.

Feira de Verão, a maior da história (Divulgação/PMBC)

A Fundação Cultural prepara um edital específico para seleção de feirantes da Orla, com lançamento previsto para março. Em seguida, deverão ser publicados editais voltados às feiras da Praça da Bíblia e da Barra. 

“Os editais serão separados porque entendemos que são feiras com características diferentes. A da Orla tem um perfil mais ligado ao artesanato e à gastronomia, com foco turístico. Já as feiras da Praça da Bíblia e da Barra são feiras livres, com outra dinâmica”, pontuou.

Recadastramento obrigatório e novos editais

Feira da Orla, a novidade da temporada (Divulgação/PMBC)

Durante o encontro, também foi apresentado o Edital nº 001/2026, que trata do recadastramento obrigatório de todos os feirantes municipais. O processo deve ser realizado até 13 de março de 2026, por meio da plataforma 1Doc. O último recadastramento havia ocorrido em 2023. A medida busca atualizar informações, organizar a participação e garantir maior segurança administrativa e jurídica às feiras.

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Revisão de decreto e aprimoramento da legislação

A Fundação Cultural iniciou ainda o debate técnico para atualização do Decreto nº 11.645/2024, que regulamenta as feiras. 

A revisão será conduzida por um grupo técnico formado por representantes da Fundação e pelos próprios feirantes, considerando as transformações ocorridas nos últimos anos. “As feiras mudaram muito de 2024 para cá. Precisamos revisar a legislação para deixá-la mais clara, mais atual e também mais rígida em alguns pontos, especialmente em relação à fiscalização e à definição do que é produto de revenda, por exemplo”, explicou Ed.

Entre os pontos que devem ser incorporados está a inclusão formal da Feira da Orla no decreto e o fortalecimento das regras para garantir maior segurança jurídica e organização do setor. 

“Queremos que a feira seja cada vez mais forte como política pública e também mais segura do ponto de vista legal. Isso passa por regras claras e construídas junto com quem está no dia a dia”, disse.

Melhorias estruturais e experiência do público

A experiência do público também esteve no centro das discussões. A Fundação Cultural prevê ampliação da estrutura das feiras, especialmente na Orla, com melhorias que incluem novos banheiros, aumento da oferta de mesas e cadeiras, reforço na rede elétrica e ampliação do número de feirantes. 

A proposta é qualificar o ambiente e tornar a visita mais confortável para moradores e turistas, reforçando o papel das feiras como espaços de convivência, cultura e economia criativa.

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