O vereador Marcelo Achutti protocolou na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú uma indicação para a Secretaria de Assistência Social, pedindo que a prefeita Juliana Pavan adote medidas junto ao Governo Federal para solicitar a suspensão ou cancelamento do benefício do Bolsa Família para pessoas em situação de rua, que se recusem de forma reiterada a aceitar acolhimento institucional ou oportunidades de trabalho.
Segundo Achutti, o objetivo não é retirar direitos, mas estimular a adesão às políticas públicas de acolhimento e trabalho, ‘garantindo que os programas assistenciais cumpram o seu papel de promover dignidade, inclusão e autonomia’.
“O intuito não é suspender geral e sim daqueles que não aceitarem acolhimento e emprego proposto pelo município, para aqueles que querem permanecer na rua sem aceitar nada. O objetivo é que aceitem acolhimento e aí sigam recebendo o Bolsa Família. Não é para prejudicar e sim trazer discussão – Balneário Camboriú tem número excessivo de moradores de rua, sendo que temos Casa de Passagem. Não é possível que a rua seja melhor”, informou.
O vereador disse que quer discutir a situação dos moradores de rua e comentou que não tem vergonha de dizer que tem um tio que desde os 14 anos tem problemas com dependência química e que não aceita ajuda.
“Eu e minha mãe já fomos várias vezes e ele não aceita ajuda, justamente porque ganha Bolsa Família, e usa exclusivamente para o álcool. Queremos que as pessoas que estão na rua saíam da situação de vulnerabilidade. Não podemos dizer que está a mil maravilhas porque não está”, disse.
Achutti citou ainda que sua sugestão é conversar com a sociedade, para pensar juntos com debate através da imprensa, participação de líderes religiosos e da prefeitura.
“Não é sobre partido político e sim discussão sobre cidade. Não estou falando para cortar Bolsa Família e sim suspender. Juntos, como sociedade, podemos fazer a diferença. Ninguém quer maltratar e sim ajudar. Muitos políticos estão preocupados em quem vai comandar partido A ou B na cidade, e eu acho que a discussão tem que ser o que Balneário Camboriú precisa neste momento – temos que resolver o problema dos moradores de rua, a situação dos leitos superlotados, o transporte intermunicipal… e estão focados em quem vai comandar partido X. Queremos falar dos problemas que temos e como resolvê-los. Somos referência para o Brasil em questão de segurança, mas temos que ver como resolver tantos pontos que temos. Não é só o poder público, é a sociedade que precisa se engajar mais”, completou.

