Suporte de banner em calçada causa acidente grave e expõe risco, especialmente a idosos e PCDs

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A fisioterapeuta Loraine Paraizo Ferreira, moradora da cidade, idosa e com deficiência de mobilidade, sofreu uma queda violenta no sábado (21), por volta das 10h30, na Quarta Avenida, ao tropeçar em um suporte de banner, composto por uma base de cimento com um cano de PVC central cortado em formato chanfrado. O suporte estava exposto no passeio, sem a bandeira de propaganda, sem visibilidade adequada, tornando-se uma armadilha para quem passava pelo local.

Ela estava indo a uma farmácia, acompanhada do marido, e quando desceu do carro, tropeçou no suporte, em frente à empresa CredLíder, que estava fechada.

O acidente resultou em consequências graves: fratura no braço esquerdo, fratura no dedão do pé direito, fissura na fíbula, fratura no nariz e um corte profundo no rosto, que exigiu sutura.

“Além da dor física, houve o impacto emocional significativo”, disse a vítima, que é profissional liberal, proprietária de uma clínica de fisioterapia e acupuntura na região, e encontra-se afastada de suas atividades devido à gravidade dos ferimentos, sofrendo também prejuízos profissionais e financeiros.

O ponto mais alarmante é que situações como essa não são isoladas. A utilização de suportes de banners sem sinalização, muitas vezes sobrepostos (como foi o caso) ou abandonados nas calçadas, demonstra descaso com a segurança pública. 

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Em uma cidade como Balneário Camboriú, com grande circulação de idosos e pessoas com mobilidade reduzida, esse tipo de negligência se torna ainda mais grave e inaceitável.

“Calçadas devem ser espaços seguros, acessíveis e livres de obstáculos. A ausência de cuidado com a disposição desses suportes fere diretamente o direito de ir e vir com segurança — principalmente de quem já enfrenta limitações físicas”, disse Loraine.

O marido da vítima, Alberto, procurou o dono da loja, a prefeitura e também registrou Boletim de Ocorrência. Ele disse que mesmo após ser informada sobre o ocorrido, a empresa não apresentou até o momento, qualquer posicionamento ou medida de responsabilização, o que, segundo ele, levanta questionamentos sobre a falta de empatia e de um tratamento mais humanizado diante de uma situação tão séria.

“Este caso é um chamado urgente para fiscalização mais rigorosa e para que estabelecimentos comerciais assumam sua responsabilidade no uso do espaço público. Mais do que normas, trata-se de respeito à vida. Fica a denúncia e o alerta: a negligência na utilização de suportes de banners em calçadas pode causar danos irreparáveis. É necessário agir para que o espaço urbano seja, de fato, seguro para todos”, enfatizou Alberto.

O que diz a prefeitura

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O diretor do Departamento de Fiscalização de Obras e Atividades Urbanas de Balneário Camboriú, Artur Gayer, disse que os suportes de banners estão regulamentados, mas têm regras a cumprir.

“É autorizado, regulamentado, mas tem um procedimento padrão, o suporte precisa estar junto à testada da loja e não no passeio. Além disso, à noite, ele precisa ser recolhido”, explicou. 

Ele acrescentou que no final de semana, ele próprio viu pessoas recolhendo as bandeiras na avenida Brasil e deixando o suporte de cimento no passeio, o que parece ser uma prática comum.

“A fiscalização vai recolher tudo que estiver fora do padrão permitido, porque é um perigo. Se uma pessoa tropeça, o estrago pode ser muito grande. Tenho relatos de problemas de locomoção que aconteceram, ocasionados por um tropeço, mas a pessoa até hoje está acamada. É preciso muito cuidado e muita responsabilidade com isso”, afirmou Gayer.

OUTRO LADO

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Consultado pelo Página 3, o funcionário Mauricio Azevedo, da CredLíder, que fez contato com a vítima, alegou que: “O que nossa empresa pode dizer sobre os fatos é que o alegado não guarda qualquer relação com a nossa Empresa, uma vez que, seguimos estritamente nossas obrigações, que, com relação à bandeira, é a retirada da bandeira e seu suporte, tão logo a empresa seja fechada. Portanto, a acusação que recai sobre a empresa não procede.

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