O que EUA fizerem conosco, vamos fazer com eles, diz Lula sobre retirada de credencial a americano

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Lula (PT) elogiou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pelo bloqueio das credenciais de um agente de imigração americano após o governo de Donald Trump ordenar a retirada de um delegado brasileiro dos Estados Unidos.

“Parabéns pela sua posição com relação ao delegado americano, colocando a reciprocidade. Ou seja, o que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles, esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltarem à normalidade”, disse Lula nesta quarta-feira (22).

A fala foi feita durante encontro entre Lula, Andrei e o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, no Palácio da Alvorada. Os três participavam da assinatura da contratação de mil novos policiais federais.

O governo Trump informou na manhã desta quarta que o policial, que trabalhava no setor de imigração dos EUA, teria atuado para manipular o sistema de imigração e “contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território” americano.

Mais cedo, Andrei afirmou em entrevista à Globonews que o bloqueio ao sistema de dados da PF contra o servidor americano vai durar até que seja esclarecido o motivo que levou os EUA a tomarem as atitudes contra o agente brasileiro.

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Como mostrou a Folha, o policial em questão seria o delegado da PF Marcelo Ivo de Carvalho, que atua em Miami. Ele é adido da PF na cidade e teve participação no caso que levou à prisão do ex-delegado federal e ex-deputado Alexandre Ramagem, na semana passada pelo ICE, a agência de imigração dos EUA. Ramagem, que é considerado foragido no Brasil, foi solto dois dias depois, na quarta (15).

Durante passagem por Hannover (Alemanha) na terça (21), Lula já havia afirmado a jornalistas que, se fosse identificado abuso por parte das autoridades americanas com o policial, o Brasil tomaria medidas de reciprocidade contra os EUA.

“Queremos fazer as coisas da maneira mais correta possível, mas não podemos aceitar esse tipo de ingerência que alguns personagens querem ter em relação ao Brasil”, disse o presidente, antes de seguir para a última etapa de sua viagem à Europa, Portugal.

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