Memphis Depay voltou a deixar claro que não pensa em encerrar a trajetória pela seleção holandesa tão cedo. Em entrevista recente ao Ziggo Sport, o atacante, atualmente ligado ao Corinthians, foi direto ao responder sobre o futuro com a “Laranja Mecânica”: “Muitas pessoas acharam que eu tinha acabado quando fui para o Brasil, mas eu continuo fazendo o meu trabalho pela seleção. Tenho só 32 anos”, afirmou.
A declaração surge num momento em que o jogador volta a estar no centro do projeto da Holanda para a Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. Apesar das dúvidas externas sobre sua forma e consistência em jogos decisivos, Depay segue como uma das principais referências ofensivas da equipe de Ronald Koeman.
O atacante soma 55 gols pela seleção holandesa, sendo o maior artilheiro da história do país, um dado que reforça sua importância mesmo em meio às críticas recorrentes ao seu estilo e decisões dentro de campo.
Liderança em campo e concorrência crescente
Nos bastidores da seleção, o cenário já não é de dependência exclusiva em Depay. Embora ele tenha liderado a equipa nas eliminatórias em número de golos, a concorrência aumentou de forma significativa.
Dois nomes surgem como alternativas reais no ataque:
- Brian Brobbey, que ganhou destaque pela sua temporada consistente e momentos decisivos no futebol inglês
- Donyell Malen, que vive grande fase desde a transferência para a Roma, com 8 gols em 13 jogos recentes
Mesmo assim, o rendimento de Depay nas fases qualificatórias mantém o atacante como possível titular. Koeman, no entanto, já deixou claro que não há espaço para privilégios: só jogará quem estiver no auge físico e competitivo.
E com uma competição tão feroz, a Holanda vai precisar dos melhores se quer chegar longe. Neste momento, são apenas o 8º país favorito, segundo as odds das casas de apostas, a levantar o “caneco”. Contudo, isso pode mudar e deve explorar lista com as principais casas de apostas para estar a par das odds das mesmas no mercado “Apostas Longo Prazo” na Copa 2026.
Lesão preocupa e coloca Mundial em risco parcial
Apesar do status de líder, a preparação de Depay para a Copa sofreu um revés importante. O jogador enfrentou um problema muscular na coxa direita durante sua recuperação no Corinthians, agravado por um erro no processo de reabilitação.
Segundo relatos da imprensa brasileira, incluindo o jornal O Globo, o atacante teria realizado um exercício na academia antes do momento ideal, o que atrasou o retorno aos treinos em cerca de duas semanas.
A situação gerou frustração no jogador, que se manifestou nas redes sociais: “Dói e é frustrante… mas são os jogadores que levam a culpa. Não está certo”, escreveu.
A lesão do avançado o tirou de compromissos importantes da seleção, incluindo amistosos preparatórios. Koeman foi categórico ao comentar o caso: apenas jogadores em plena condição física serão convocados para o Mundial.
Corinthians, impacto no Brasil e pressão fora de campo
Desde que chegou ao futebol brasileiro, Depay tem sido figura constante tanto dentro quanto fora de campo. No Corinthians, o atacante teve impacto imediato, participando diretamente de conquistas recentes do clube, com gols e assistências em competições nacionais.
Além do desempenho esportivo, o jogador também se tornou personagem frequente na mídia europeia, algo que, segundo analistas, aumenta tanto sua visibilidade quanto a pressão sobre seu comportamento.
O jornalista Sam Planting, da ESPN Holanda, explicou em entrevista que a mudança para o Brasil aumentou o interesse sobre o atleta: “Sempre que Memphis aparece nas notícias brasileiras, seja marcando gols ou gerando polêmica, isso vira assunto na Holanda”.
Essa exposição constante ajuda a manter Depay relevante na seleção, mas também alimenta críticas sobre sua postura e consistência em jogos de maior exigência.
Uma Holanda em busca do primeiro título mundial
A Copa do Mundo de 2026 coloca a Holanda novamente entre as seleções que tentam quebrar uma longa espera por um título inédito. No grupo, a equipa deverá enfrentar Japão, Suécia e Tunísia na fase inicial, um caminho considerado competitivo, mas acessível para avançar.
Depay, se estiver em plena forma, deve ser uma peça central nessa caminhada. O atacante já marcou em duas Copas do Mundo e também tem registo semelhante em Europeus, mostrando capacidade de aparecer em grandes torneios.
Ainda assim, o debate permanece aberto: a seleção depende demasiado dele ou está finalmente a evoluir para um modelo mais equilibrado?
Entre legado e futuro incerto
O cenário atual coloca Memphis Depay num ponto decisivo da carreira internacional. Aos 32 anos, ele combina experiência, recordes históricos e liderança técnica, mas enfrenta uma concorrência interna cada vez mais forte e um contexto físico instável.
Se por um lado continua a ser o maior goleador da história da seleção, por outro precisa provar que ainda consegue sustentar esse estatuto num torneio de alta exigência como o Mundial.

