Vizinhos ao Marambaia querem impedir a construção de edifícios no terreno onde funciona o estacionamento do hotel, porque o imóvel pertence ao município.
Em 30 de outubro de 1995, o ex-prefeito Luis Vilmar de Castro publicou lei que permitiu vender uma área de 332,00 metros quadrados, que integrava parte da Rua Isidoro Caetano, uma rua projetada, junto ao Canal do Marambaia, pelo valor de R$ R$ 33.200,00.
A venda seria 50% para a Companhia de Melhoramentos de Camboriú Marambaia Cassino Hotel e 50% para Ivo Hochleitner, mas o Marambaia nunca pagou sua parcela e por isso o terreno continua pertencendo ao município.
Assessores da prefeita Juliana Pavan disseram ao Página 3 que advogados do município irão avaliar se a lei continua valendo, se o Marambaia ainda pode realizar o pagamento e se o valor precisa ser recalculado.
Pela correção monetária, a metade do imóvel estaria valendo cerca de R$ 150.000,00, mas o Bairro dos Pioneiros sofreu valorização extraordinária nesses 30 anos.
Consultado,um dos proprietários do Marambaia, Osmar Nunes Filho, o Mazoca, respondeu que “Na ocasião, ficou definido que, no momento em que houvesse construção no terreno, seria realizado o pagamento do valor atualizado à Comunval. Como naquele período nós não tínhamos previsão de construção para esta área, optamos por aguardar. Quando houve a mudança societária do hotel, entendemos que era mais prudente esperar para compreender como seria concebido o novo projeto do empreendimento. Quando foi desenvolvido o novo projeto de construção, os estudos técnicos apontaram para a viabilidade de dois empreendimentos: um voltado para a Avenida Osmar Nunes e outro para a Avenida Brasil. Dentro deste estudo, o corpo técnico também sugeriu a criação de um Parque Linear, conectando a Avenida Osmar Nunes até a Avenida Atlântica, passando pelos fundos dos edifícios Marambaia, Imperium, Arco do Triunfo e Campos Elíseos. O projeto ainda contempla integração por meio das pontes existentes, criando uma nova ligação entre a Avenida Brasil e a Avenida Atlântica. A proposta prevê um traçado em formato de “S”, saindo ao lado do Hotel Marambaia e do Edifício Imperium, fortalecendo a conexão urbana e ampliando os espaços de circulação e convivência. Inclusive, todo o conceito do Parque Linear foi apresentado à Câmara de Vereadores e aprovado, com as respectivas contrapartidas previstas no projeto. Ou seja, todo este processo está amparado legalmente e previsto em lei. A partir disso, começaram os procedimentos para resolver a questão do terreno. Infelizmente, houve divergências de entendimento ao final da gestão passada, e o tema acabou ficando para ser concluído na atual administração. Hoje, a questão dos valores já está resolvida e o processo encontra-se em fase final de conclusão”.

