No mesmo tempo em que o Brasil vivia as sensações do Modernismo nas artes, anos 20, 30, o México passou por uma revolução cultural radical, o Renascimento Mexicano, visando reavivar a herança cultural do país, incutindo valores do povo.
Frida Kahlo, como filha da revolução mexicana tinhas fortes paixões políticas, foi filiada no Partido Comunista. Era uma mulher altamente intelectualizada, tinha uma extensa biblioteca que continha história da arte ocidental, da Antiguidade clássica e pré-colombiana.
No entanto, sua vida foi marcada pelo trágico. Aos 6 anos teve poliomielite com sequelas. Aos 17 anos sofreu terrível acidente de ônibus que a deixou com dores e sequelas. Passou por 30 cirurgias, perdendo-se o sonho de se tornar médica.
Kahlo foi incentivada a pintar enquanto estava acamada. Nestas circunstâncias concentrou-se na própria imagem numa fascinante exploração do eu. Pintou suas dores, suas angústias, seus abortos espontâneos, seu sofrimento em imagens brutais, como nas obras: As duas Fridas, A Coluna Quebrada, Autorretrato com cabelo cortado, Hospital Henry Ford.
Frida se casou aos 22 anos, em 1929, com o artista muralista Diego Rivera de 43. Iniciou a pintar temas indígenas, vestindo-se com roupas tradicionais, misturando suas dores com a cultura mexicana a qual homenageava.
Diego foi fator de muito sofrimento, era infiel, tinha temperamento violento, chegou a ter um caso com Cristina, irmã de Frida o que lhe causou imensa dor e a obra: Umas Facadinhas de Nada, representando uma mulher, ela, com várias facadas pelo corpo.
Apesar de tudo foi com ele casada por duas vezes. Depois de dois anos do divórcio o casal voltou a casar-se. Frida dizia que sofreu duas grandes tragédias na vida, uma o acidente com o ônibus e outra por ter encontrado Diego. Frida num impulso vingativo chegou a ter um caso com o russo Leon Trotsky, o qual, quando exilado no México, morou na Casa Azul, da infância de Frida. Desse romance breve ela pintou Autorretrato dedicado a Leon Trotsky.
Em sua opção bissexual, Frida teve vários casos, entre os rumores, a pintora Georgia O’Keeffe, a atriz Josefina Baker e Nickolas Muray, fotógrafo.
Pintou cerca de 200 obras as quais foram mais reconhecidas após a sua morte, em 1954, hoje vendidas por preços excepcionais: o intenso autorretrato, Diego y Yo, foi vendido por US$ 34.9 milhões.
O filme, Frida, conta a história da pintora, dirigido por Julie Taymor, teve 6 indicações de Oscar, recebeu dois. Vale muito conferir na Netflix.

