“Toque de recolher? Ele não é o comandante da cidade”, diz vereador sobre pesquisa de horário de conveniências

- Publicidade -
- Publicidade -

Esporte criado em Balneário Camboriú terá estreia de circuito nacional na Praia Central

Primeira etapa de beach pickleball está prevista para 10 de outubro, na altura da Rua 2600. Cidade deve receber as três disputas de 2026

Acesso à BR-101 pela Marginal Leste interditado por um mês a partir desta segunda em Balneário Camboriú

O acesso à BR-101 pela Marginal Leste, na altura do Fort Atacadista, foi interditado nesta segunda-feira (21), em Balneário...

Morador de Balneário Camboriú convoca ato em São Paulo contra Lula e Flávio Bolsonaro

O empreendedor Carlos Nacli, morador de Balneário Camboriú, está convocando uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, voltada...

Leia também

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Após a publicação da reportagem do Página 3 sobre a pesquisa realizada pelo 12º Batalhão da Polícia Militar a respeito do horário de funcionamento de conveniências em Balneário Camboriú (relembre aqui), o vereador Marcelo Achutti procurou o jornal para manifestar posição contrária à possibilidade de restrições generalizadas ao funcionamento de conveniências e tabacarias na cidade.

Para ele, o problema não está nos horários de funcionamento, mas na falta de fiscalização e na atuação contra quem comete crimes. 

“Antes o problema [para o Comandante da PM, Rafael Vicente] era o pessoal que entregava flyer no calçadão, que diziam ter ligação com o tráfico. Agora a culpa é de quem? Das conveniências e dos quiosques 24 horas”, questionou.

Achutti afirmou que cabe ao município fiscalizar estabelecimentos irregulares e às forças de segurança, agir contra criminosos. 

“Quem tem que fiscalizar é o agente de posturas. A Polícia Militar e a Guarda Municipal têm que prender vagabundo. Toque de recolher baseado em quê?”, disparou.

O vereador também criticou o fato de a discussão ocorrer em uma cidade turística como Balneário Camboriú. 

“Faz isso no Oeste de Santa Catarina, não em Balneário Camboriú. Aqui recebemos turistas o ano inteiro”, disse.

Segundo ele, se há estabelecimentos funcionando sem alvará ou em desacordo com a legislação, os responsáveis devem ser autuados individualmente. 

“Se ele [Comandante Vicente] está alegando que tem estabelecimento funcionando sem alvará, quer dizer que a Prefeitura é inerte, então que denuncie ao Ministério Público ou encaminhe para a Câmara. O comandante está sempre com secretários e com a prefeita. Se existe problema, tem que mostrar onde está e fiscalizar”, afirmou.

- Continue lendo após o anúncio -

Achutti também questionou a proposta de limitar horários para determinados estabelecimentos enquanto outros espaços públicos continuam registrando reclamações. 

“Vai fechar as conveniências, mas e quem está incomodando nas praças? E os outros locais como as baladas? Por que só as conveniências?”, comentou.

O vereador defendeu que o caminho seja a regulamentação e a fiscalização dos estabelecimentos que acumulam problemas, sem penalizar todo o setor. 

“Vou propor uma regulamentação com critérios. Se o fiscal identificar que um estabelecimento está fora da legislação e causando transtorno para a população, ele tem que ser fiscalizado. Agora, fechar tudo não resolve o problema”, disse.

Achutti também rebateu a associação entre ocorrências policiais e o funcionamento das conveniências. 

“Se teve tiro numa conveniência (leia aqui), se tem tráfico, então a polícia tem que ir estar na rua e prender quem está cometendo crime. Não é fechando comércio que se resolve isso”, afirmou.

Em tom crítico, o vereador ainda declarou que o comandante da Polícia Militar não tem competência para definir regras sobre o funcionamento do comércio. 

“Toque de recolher? Ele não é o comandante da cidade. O Comandante Vicente não manda na cidade. Se quer propor legislação, que saia candidato a vereador, prefeito ou deputado estadual. Não é assim que funciona”, disse.

- Continue lendo após o anúncio -

Ao final, Achutti afirmou que considera o debate equivocado diante de outros problemas enfrentados pelo município.

“Agora tem vereador querendo fiscalizar tico (relembre aqui) e comandante querendo ser prefeito. Enquanto isso, tem muita coisa para fazer na cidade. Vão trabalhar, prender vagabundo e fiscalizar a Viva Rio (organização social responsável pelo Hospital Ruth Cardoso)”, concluiu.

- publicidade -
Clique aqui para seguir o Página 3 no Instagram
Quer receber notícias do Página 3 no whatsapp? Entre em nosso grupo.
- publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas