Em ano eleitoral políticos querem atropelar a cota da tainha que é um instrumento para preservar a espécie

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O encerramento da pesca de tainha por arrasto, neste domingo, ao atingir 90% da cota, como ocorreu em outros anos, abriu a oportunidade em ano eleitoral para politização do assunto, com críticas e movimentos contra o governo federal.

Cotas de pesca foram introduzidas no Brasil em 2018, para recuperar o estoque de tainhas que estava ameaçado e, apesar dos abusos da pesca subnotificada, a proteção da espécie ao longo dos anos foi um sucesso, permitindo nesta safra cotas cerca de 20% maiores do que no ano passado.

As tainhas são mortas quando estão em sua corrida reprodutiva, e isso reforça a necessidade de controle do volume pescado.

A proposta de momento é que cotas sejam transferidas da pesca industrial para os pescadores artesanais. É evidente que a indústria – sacrificada ano a ano com cotas bastante restritivas – não aceita este tipo de proposta e provavelmente o governo federal manterá, a exemplo de anos anteriores igualmente polêmicos, o que foi estabelecido na Portaria que regulou o assunto.

A pesca da tainha apenas artesanal, criando um grande movimento econômico baseado em “turismo de tainha” ao longo do litoral sul brasileiro, já foi sugerida anos atrás pelo oceanógrafo Fernando Diehl, ex-diretor da Faculdade de Oceanografia da Univali.

Até o momento, entre os políticos da ocasião, não surgiu alguém defendendo a pesca sustentável, que garantirá o peixe nos próximos anos.

Confira números das duas últimas safras:

PAINEL DA PESCA EM 2026

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