Flávio Bolsonaro repete o pai e propaga informações falsas sobre urnas em reunião com diplomatas

- Publicidade -
- Publicidade -

Evento no próximo sábado marcará o início da expansão do aeroporto de Itajaí

O aeroporto de Itajaí, cujo nome oficial é Aeroporto Aruna Campo Comandantes, receberá convidados na manhã do próximo sábado,...

Dos verões à inovação: aos 62 anos, Balneário Camboriú se consolida como destino turístico para o ano inteiro

Cidade amplia oferta de experiências, fortalece turismo de eventos, recebe novos investimentos e projeta um futuro ainda mais diversificado

Leia também

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

(FOLHAPRESS) – O presidenciável do PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ), espalhou informações falsas a respeito das urnas eletrônicas em um evento com diplomatas nesta terça-feira (21), em Brasília, repetindo episódio semelhante do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso após ser condenado no processo da trama golpista.

Diante de uma plateia estrangeira, Flávio afirmou que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic, o que é falso.

Ele menciona que, segundo um relatório da CIA divulgado na semana passada, a Smartmatic estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012. A agência de inteligência dos EUA diz que a ideia era alterar votos por meio da programação das urnas.

Flávio, então, pediu aos diplomatas que enviem o maior número de observadores estrangeiros possíveis para a eleição de 2026.

“Há poucos dias, por coincidência, há uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela. […] Muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma… Têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, disse Flávio.

- Continue lendo após o anúncio -

Ele afirmou também: “O pedido que eu faço a todos aqui, não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições, como sempre fazem, e também pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e [sobre] como o Brasil pode dar eleições mais seguras e transparentes”.

Flávio participou de uma rodada de eventos com presidenciáveis promovida pela consultoria de comunicação Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report. A palestra reuniu “lideranças brasileiras e embaixadores, cônsules, chefes de missão e representantes diplomáticos” de mais de 40 países, segundo os organizadores.

Segundo relatos de diplomatas presentes no evento, havia cerca de 80 pessoas no encontro, incluindo cerca de 20 embaixadores, além de outros representantes de países estrangeiros. Entre os participantes, havia diplomatas das embaixadas dos EUA e da China, e embaixadores de Irlanda, Reino Unido e Áustria, entre outros.

Um dos embaixadores presentes afirmou que não considerou que o encontro era um evento político, e que a participação dos diplomatas não significou uma manifestação de apoio. O evento não foi divulgado à imprensa pela equipe do presidenciável.

A reportagem procurou a pré-campanha de Flávio para comentar as declarações do senador, mas ainda não houve resposta.

- Continue lendo após o anúncio -

A Folha de S.Paulo já desmentiu boatos relativos à Smartmatic em 2020. A Justiça Eleitoral declarou, em uma nota de 2020, que a empresa venezuelana nunca vendeu urnas ou softwares utilizados em urnas para o Brasil, apesar de ter fornecido outros serviços, como treinamento de pessoas para realizarem suporte técnico e operacional para as urnas.

“A Smartmatic celebrou contratos com o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] em outras ocasiões somente para a prestação de serviços de conexão de dados e voz, e não para o desenvolvimento ou operação da urna eletrônica. Além disso, a empresa participou da licitação para a fabricação de urnas eletrônicas para 2020, mas perdeu para a empresa Positivo”, diz uma nota da Justiça Eleitoral a respeito desse boato.

No mesmo evento, Flávio comentou sobre a reunião de Bolsonaro com embaixadores, afirmando que o pai está inelegível e preso por ter manifestado “uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral” para que os embaixadores “levassem esse cenário de preocupação para os seus países”.

Em 2023, o TSE condenou Bolsonaro à inelegibilidade por oito anos por causa de uma reunião promovida por ele com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.

Na ocasião, a menos de três meses da eleição de 2022, Bolsonaro fez afirmações falsas e distorcidas sobre o processo eleitoral, alegando estar se baseando em dados oficiais, além de buscar desacreditar ministros do TSE. O ex-presidente foi condenado por abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação.

- Continue lendo após o anúncio -

No mesmo evento, Flávio afirmou que o país não tem segurança jurídica, o que afastaria os investimentos estrangeiros, mencionando como exemplo o que vê como perseguição do STF (Supremo Tribunal Federal) ao seu pai.

Flávio também prometeu combater a violência e a corrupção, e criticou a Polícia Federal. “Hoje nós temos uma Polícia Federal brasileira que parte dela está aparelhada para continuar perseguições políticas aos opositores de Lula”, disse.

“As instituições estão muito aparelhadas para proteger políticos que sejam próximos ao atual governo e perseguir políticos que sejam de oposição, mesmo que não tenham cometido crime algum. Então, num possível governo de Flávio Bolsonaro, as instituições vão voltar a investigar criminosos corruptos e não serem usadas para perseguir opositores políticos.”

A respeito do pai, Flávio afirmou que Bolsonaro “mesmo sem nenhuma prova foi condenado pelos seus próprios inimigos a 27 anos de prisão, sob acusação de tentativa de golpe de estado, quando ele já não estava mais no governo e quando ele tinha feito toda a transição pacífica para o governo seguinte”.

“Uma das razões de não ser o presidente Jair Bolsonaro concorrendo neste ano às eleições é porque ele está preso após ser vítima de uma grande farsa por parte de alguns no poder Judiciário”, disse.

Flávio falou ainda sobre economia, afirmando que o ambiente de negócios voltaria a ser favorável sob seu eventual governo e que vai dar celeridade a licenciamentos. Nesse ponto, ele disse que indígenas terão autonomia para explorar minerais em reservas protegidas.

“Nosso governo vai respeitar o meio ambiente, mas vai tirar as riquezas que existem no subsolo ou no fundo do mar e distribuir essa riqueza para o povo brasileiro. […] Vamos dar autonomia aos povos indígenas que queiram explorar o seu solo ou o seu subsolo em uma parte do seu território. […] Se for a vontade daquele povo indígena, o governo vai fazer a sua parte para dar segurança jurídica para esses investimentos.”

- publicidade -
Clique aqui para seguir o Página 3 no Instagram
Quer receber notícias do Página 3 no whatsapp? Entre em nosso grupo.
- publicidade -
- publicidade -
- publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas