Leitor denuncia locação clandestina de scooters na orla de Balneário Camboriú: fiscalização promete reforçar ações

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Um leitor procurou a reportagem do Página 3 para denunciar a atuação de empresas que estariam realizando locação clandestina de scooters elétricas (chamados de autopropelidos) na orla de Balneário Camboriú. Segundo ele, pessoas ficam paradas em diferentes pontos da Avenida Atlântica oferecendo os veículos diretamente ao público, sem cumprir as exigências legais e colocando em risco a segurança dos usuários.

De acordo com o denunciante, além da concorrência considerada desleal com empresas regularizadas, há relatos de aluguel para menores de idade, circulação sem capacete e utilização de scooters com velocidade acima do permitido.

O leitor afirma que o problema se arrasta há meses e que diversas denúncias já foram encaminhadas à Prefeitura por meio da Ouvidoria e de um grupo de WhatsApp criado por comerciantes da orla. 

“Esses irregulares estão se multiplicando e gerando grandes prejuízos às lojas que trabalham de forma séria e respeitam as regras”, relatou.

Ainda conforme o denunciante, após as primeiras reclamações, os responsáveis pela locação abriram um estabelecimento na Rua 1101, mas, segundo ele, continuariam realizando abordagens e locações diretamente na orla.

Fiscalização diz que acompanha denúncias

Outra suposta locação irregular, no Pontal Norte de Balneário Camboriú.  / Crédito Leitor

Procurado pela reportagem, o diretor de Fiscalização, Artur Gayer, informou que a situação é de conhecimento da equipe e vem sendo monitorada. Segundo ele, ainda não houve apreensão dessas scooters irregulares. O que ocorreu foi a interdição temporária do estabelecimento instalado na Rua 1101 por falta da documentação necessária para funcionamento. Após a regularização, a empresa recebeu autorização para reabrir.

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Em relação à suposta locação clandestina na orla, Gayer explicou que fiscais já estiveram no local, inclusive acompanhados de uma das denunciantes, e realizaram ações de observação para tentar flagrar a atividade irregular. 

“O problema é que, quando a equipe chega, a locação já aconteceu e o cliente saiu com o equipamento. Sabemos quem são as pessoas e temos conhecimento das denúncias, mas, enquanto não conseguirmos constatar o flagrante da atividade irregular, não há como adotar as medidas cabíveis”, explicou.

O diretor afirmou que a fiscalização continuará intensificando o monitoramento da orla, com novas ações programadas para os próximos dias. 

“Vamos reforçar a fiscalização e, neste próximo fim de semana, pretendemos atuar com apoio da BC Trânsito, principalmente nas questões de locações irregulares e relacionadas ao uso de capacete e à possível circulação de equipamentos desbloqueados. Queremos trazer mais tranquilidade para os comerciantes que trabalham de forma regular”, afirmou.

Gayer também destacou que, durante uma das abordagens realizadas, orientou usuários a optarem por empresas devidamente cadastradas e regularizadas, ressaltando que isso oferece mais segurança para os clientes.

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