Os 35 anos do Página 3 serão celebrados em uma sessão solene da Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú nesta terça-feira (11), às 18h, no plenário.
A homenagem é aberta ao público.
A solenidade foi proposta pelo vereador Marcelo Achutti (MDB), através do Requerimento 12/2026, subscrito por outros nove vereadores.
O Página 3 nasceu em 26 de julho de 1991, apenas sete dias depois de Balneário Camboriú completar 27 anos de emancipação.
Foi o décimo jornal a circular na jovem cidade e tornou-se o único daquela trajetória inicial da imprensa local a completar três décadas sem interromper sua publicação.
A equipe que colocou a primeira edição na rua era formada por Nildo Teixeira de Melo, Marlise Schneider Cezar e Waldemar Cezar Neto, nas reportagens e editoração eletrônica; Gelci Veit, na direção comercial; Patrícia Zutter de Melo, na administração e financeiro; Kiko Novaes, nas charges; e os colunistas Rogério Faísca, Oliveira Brandão, Luiz Alberto Cavalcanti e José Neves de Souza.
Marlise e Waldemar seguem à frente do Página 3 até hoje.
Naquela época, o jornal tinha formato tabloide, circulava semanalmente, às sextas-feiras, e era impresso em Florianópolis.
A primeira sede funcionava em um imóvel alugado na Rua 600. Na redação, máquinas de escrever e fotográficas dividiam espaço com um único computador.
A primeira edição custava Cr$ 100,00. O Brasil era governado por Fernando Collor, Santa Catarina tinha Vilson Kleinubing como governador e Leonel Pavan era prefeito de Balneário Camboriú.
Balneário Camboriú pelas páginas do jornal
A capa da edição número 1 já mostrava a proposta que acompanharia o Página 3 pelas décadas seguintes: olhar de perto para Balneário Camboriú e sua população, abrir um canal de comunicação para moradores e turistas, o que ficou explícito no título da primeira capa: ‘Temos um encontro às sextas-feiras’, um convite para quase 200 nomes e instituições publicados logo abaixo, extensivo para toda comunidade local e visitante.
Entre os assuntos estavam os 27 anos de emancipação do município, a passagem de Leonel Brizola pela cidade para inaugurar o primeiro CIEP de Santa Catarina, na Vila Real, uma entrevista com juízes e promotores sobre o Poder Judiciário e o campeonato da Associação de Surf de Balneário Camboriú.
O jornal também acompanhava uma realidade hoje distante. Em meio à inflação elevada, o Página 3 publicava semanalmente uma pesquisa de preços feita em parceria com a Associação das Donas de Casa de Balneário Camboriú. Na estreia, foram pesquisados supermercados como Comper, Pão de Açúcar, Sesi e Vitória. Outras pautas, porém, atravessaram o tempo.
Já em 1991, o Página 3 noticiava os problemas provocados por ligações clandestinas de esgoto, discutia os desafios do turismo, a necessidade de melhorias na infraestrutura, a pesca artesanal e o transporte coletivo municipal.
No primeiro editorial, o jornal defendia que a imprensa local precisava acompanhar o desenvolvimento de Balneário Camboriú e conferir à cidade a importância que ela já conquistava.
35 anos depois, muita coisa mudou. A cidade cresceu, verticalizou-se e transformou-se em um dos principais destinos turísticos do país. A maneira de fazer e consumir jornalismo também mudou radicalmente, levando o Página 3 das edições impressas semanais à informação diária no ambiente digital.
O princípio que ajudou a colocar o jornal nas ruas em 1991, porém, permanece: contar o que acontece perto, acompanhar as transformações da cidade e registrar a história de Balneário Camboriú enquanto ela acontece.

