Praia central precisará de mais salva-vidas na primeira temporada após o alargamento

- Publicidade -
- Publicidade -

Jade não será secretária da Saúde

A vereadora Jade Martins Ribeiro, um dos melhores quadros políticos que Balneário Camboriú possui, não assumirá a Secretaria da...

Emails em poder da PF indicam que Flávio Bolsonaro dividia conta bancária com suspeito de lavar dinheiro do INSS

Willer mantém relações com parlamentares de diferentes espectros políticos. Além da proximidade com Flávio Bolsonaro, também tem interlocução com integrantes da base do governo Lula (PT).

Leia também

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Em decorrência do alargamento da faixa de areia, a praia central sofrerá temporariamente fortes mudanças na sua morfodinâmica, dentre elas buracos que possam oferecer riscos a banhistas, até o material se acomodar ao longo do perfil praial, o que pode demorar de meses até pouco mais de ano.

“Certamente é preciso reforçar a quantidade de salva-vidas para a temporada”, alerta o Oceanógrafo Fernando Diehl, diretor da ACQUAPLAN – Tecnologia e Consultoria Ambiental Ltda; fonte frequente do Página 3 para assuntos dessa natureza, que atuou na fase de projeto e agora na execução do alargamento.

Na realidade o novo perfil praial, após as obras de engordamento, será novamente estabilizado ao longo dos próximos meses dependendo da ação das forças da dinâmica praial.

O alerta faz parte das respostas a uma série de perguntas formuladas pelo Página 3, respondidas por Diehl e por seu colega, o também oceanógrafo Dr. João Thadeu de Menezes, professor, cuja tese de doutorado foi “Balanço Sedimentar da Praia Central de Balneário Camboriú”.

Confira:

- Continue lendo após o anúncio -

Página 3 – Um pessoal alega que perdemos faixa de areia, mas aparentemente isso não é verdade. Exceto pela restinga, a praia sempre teria sido estreita, a ponto de na década de 1970 já se falar em alargar.

Resposta – Estudos realizados por João Thadeu de Menezes (2008), em sua tese de doutorado, demonstram que a Praia Central de Balneário Camboriú não apresenta processos erosivos instalados. Na realidade, o projeto do alargamento objetivou, quando do licenciamento ambiental, e também quando das discussões que antecederam o plebiscito que discutiu o projeto do alargamento isso no início dos anos 2000, oferecer mais conforto à cidade de Balneário Camboriú, com outros serviços demandados pela comunidade. A dinâmica da enseada de Balneário Camboriú não impõe processos erosivos, mas observamos períodos de erosão (quando da ocorrência de ressacas) alternados com períodos de acréscimo de sedimentos. Portanto, o sedimento ali depositado nesta obra deverá permanecer na praia por longos e longos anos. O que está sendo feito em Balneário Camboriú hoje é uma “reclamação de terra” (termo extraído do inglês land reclamation), para dar mais conforto aos banhistas e moradores e não uma obra para conter processos erosivos da Praia Central. Apesar que alguns tentam repetir esta “falsa verdade”…

Página 3 – Houve tantos estudos sobre as condições do mar, procedimentos, mudanças que poderiam ocorrer. As jazidas foram estudadas. Ou não foram estudadas o suficiente?

Resposta – Sim, a jazida foi inicialmente identificada em 1997/1998 pelo Curso de Oceanografia da FACIMAR/UNIVALI, no projeto PADCT-III, que buscava possíveis jazidas para a alimentação das praias do litoral centro-norte de Santa Catarina. Neste projeto se descobriu duas grandes jazidas neste litoral: uma na Ponta da Vigia, em Penha (cujo sedimento foi utilizado em duas oportunidades para a alimentação da Praia de Piçarras), e a de Taquaras, em Balneário Camboriú. Posteriormente, durante o processo de licenciamento ambiental, diversos outros estudos foram realizados na jazida, podendo citar entre eles análise do sedimento superficial, análise geofísica, análise de testemunhos por jet-probe, testemunhagem por percursão, análise magnetométrica entre outros. Mas, dois grandes estudos complementares foram realizados, um contratado pelo então Prefeito Rubens Spernau, executado pela empresa CB&I, e outro mais recente, por exigência do último licenciamento, conforme recomendado pelo EIA/RIMA e exigido pelo IMA/SC. Este novo levantamento foi licitado em 2019 e executado pela empresa SLI. Ambos estudos detalharam a jazida atualmente utilizada para o projeto de Balneário Camboriú.

Pergunta – A areia nessa fase tem péssimo aspecto. Com sua experiência, quanto demora para ficar mais parecido com praia?

- Continue lendo após o anúncio -

Resposta – Na verdade, o aspecto da areia não é tão ruim assim, o que temos neste momento é uma areia úmida e compacta, que deverá ter sua cor alterada à medida que for secando, e sendo lavada com a chuva e a ação da dinâmica do mar, tendendo a ficar mais parecida com o sedimento natural da praia. Na realidade, a maior preocupação seria termos uma alta concentração de material fino. Este sim quando em altas concentrações dá a coloração mais escura da areia… juntamente com alta carga de matéria orgânica. Mas os dados que estamos obtendo da areia que vem sendo dragada, e utilizada no projeto, é de baixa concentração de material fino, e pouco material orgânico. Diariamente fazemos a coleta de amostras do material que é trazido pela draga.

Página 3 – Quanto tempo demora para a areia “melhorar”… porque a dragagem vai terminar na primeira quinzena de novembro… em cima da temporada.

Resposta – A acomodação da nova praia, o estabelecimento deste novo perfil praial, irá ocorrer no decorrer do tempo e claro, é diretamente dependente das condições hidrodinâmicas do mar. Acreditamos que o estabelecimento do perfil praial desejado, de acordo com as características do tamanho do sedimento utilizado, será no prazo de até um ano no mínimo. Mas, claro, dependerá da dinâmica a que a praia for submetida. Quanto à cor a mesma coisa, serão chuvas e chuvas, e o mar atuando e espraiando sobre a praia, o sol agindo…

Página 3 – Para virar uma praia “boa e segura” de novo vai demorar um ano?

Resposta – Segura, muito tempo antes, pois estamos tratando de uma praia localizada em uma área hidrodinamicamente protegida; as ondas que incidem na enseada de Camboriu são de baixa energia. Os executores da nova praia, a JDN – Jan de Nul são sérios e experientes, e certamente estão preocupados em construirem uma praia segura. Os buracos, devem merecer todo o cuidado e atenção, precisamos redobrar os salva-vidas, pois a praia estará buscando o novo perfil de equilíbrio. Estes momentos iniciais, após a obra, requerem cuidados redobrados. O tempo e a dinâmica restabelecerão o novo equilíbrio da praia.

- publicidade -
Clique aqui para seguir o Página 3 no Instagram
Quer receber notícias do Página 3 no whatsapp? Entre em nosso grupo.
- publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas