Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
“A Panorâmica está dentro do projeto e há aclives muito superiores”, diz diretor do BC Trânsito

Quarta, 4/11/2020 18:24.
Divulgação
A nova avenida e o tão comentado aclive

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O diretor do BC Trânsito, Ricieri Ribas Moraes disse que o aclive da Avenida Panorâmica que vem rendendo muitos comentários e xingamentos nas redes, porque veículos pesados têm dificuldade de transitar, está dentro do regramento de engenharia de tráfego.

A discussão se acentuou com uma situação envolvendo um caminhão que carregava 15 mil litros de água e que não conseguiu subir a nova avenida, que liga a Martin Luther com a Avenida das Flores, na noite de segunda-feira (2).

Ricieri salienta que a Panorâmica é uma ‘via normal’ do município e que inclusive há aclives superiores na cidade, citando o morro do Cristo Luz e a Rodovia Interpraias, além da Estrada da Rainha, que teria o mesmo grau de inclinação.

“Há áreas de morraria com aclives bem superiores à Panorâmica, como em Blumenau e o acesso de Bombinhas. A Panorâmica está dentro do regramento de engenharia de tráfego, tem aclive de 20%, que é permitido dentro de área urbana municipal”, explica, citando que a avenida está ‘dentro do projeto’ e que é analisada diariamente.

Falta de manutenção x experiência do motorista

Segundo o diretor, todos os veículos que tiveram problemas para subir a avenida estariam com falta de manutenção, ausência de itens de segurança ou os motoristas cometeram erros.

“Estamos monitorando a via diariamente, vamos instalar reforços de sinalização na próxima semana informando o grau de aclive e pedindo atenção. As obras ainda não foram finalizadas, há canteiros que precisam ser feitos. O semáforo que está lá neste momento é para dar atenção aos motoristas, acredito que teremos mais informações sobre na próxima semana”, conta.

Ricieri aponta que foi feita uma ‘contagem de fluxo’, onde foi possível descobrir que apenas 0,83% dos veículos que acessam a Panorâmica são considerados pesados (como caminhões, por exemplo). A maioria são carros e motos.

“A avenida está dentro do projeto. Fizemos vários testes com diversos veículos, analisando a subida em vários cenários, inclusive com paradas não tivemos problemas. Se o veículo estiver ok, pode ser falta de experiência do motorista em subir esse tipo de aclive, aí indicamos que eles peguem o desvio para acessar a Quarta Avenida e pegue a Alvin Bauer, para assim se deslocar para a BR-101”, diz.

Caminhão foi apreendido por falta de manutenção

O diretor do BC Trânsito conta que a situação de segunda-feira foi complexa: o caminhão envolvido na ocorrência estaria totalmente sem manutenção, com placas de identificação ilegíveis, licenciamento atrasado desde 2016 e pneus carecas. O homem que o dirigia não possuía nota fiscal da origem e do destino da mercadoria (supostamente 18 mil litros de água, mas carregava 15 mil).

“Ele não tinha a nota fiscal, que é obrigatório todo transportador de mercadoria ter. Nos apresentou apenas um orçamento, neste documento constava que ele deveria entregar 18 mil litros de água na Rua Indonésia. Ele estava carregando 15 mil e a carga total era de 23 mil. A conta não bate. O telefone que tinha [no orçamento] ninguém atendeu, o endereço de entrega (número) não existe. Orçamento não tem força fiscal. O caminhão foi encaminhado ao pátio por conta das várias infrações, que foram registradas”, completa.


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A nova avenida e o tão comentado aclive
A nova avenida e o tão comentado aclive

“A Panorâmica está dentro do projeto e há aclives muito superiores”, diz diretor do BC Trânsito

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Quarta, 4/11/2020 18:24.

O diretor do BC Trânsito, Ricieri Ribas Moraes disse que o aclive da Avenida Panorâmica que vem rendendo muitos comentários e xingamentos nas redes, porque veículos pesados têm dificuldade de transitar, está dentro do regramento de engenharia de tráfego.

A discussão se acentuou com uma situação envolvendo um caminhão que carregava 15 mil litros de água e que não conseguiu subir a nova avenida, que liga a Martin Luther com a Avenida das Flores, na noite de segunda-feira (2).

Ricieri salienta que a Panorâmica é uma ‘via normal’ do município e que inclusive há aclives superiores na cidade, citando o morro do Cristo Luz e a Rodovia Interpraias, além da Estrada da Rainha, que teria o mesmo grau de inclinação.

“Há áreas de morraria com aclives bem superiores à Panorâmica, como em Blumenau e o acesso de Bombinhas. A Panorâmica está dentro do regramento de engenharia de tráfego, tem aclive de 20%, que é permitido dentro de área urbana municipal”, explica, citando que a avenida está ‘dentro do projeto’ e que é analisada diariamente.

Falta de manutenção x experiência do motorista

Segundo o diretor, todos os veículos que tiveram problemas para subir a avenida estariam com falta de manutenção, ausência de itens de segurança ou os motoristas cometeram erros.

“Estamos monitorando a via diariamente, vamos instalar reforços de sinalização na próxima semana informando o grau de aclive e pedindo atenção. As obras ainda não foram finalizadas, há canteiros que precisam ser feitos. O semáforo que está lá neste momento é para dar atenção aos motoristas, acredito que teremos mais informações sobre na próxima semana”, conta.

Ricieri aponta que foi feita uma ‘contagem de fluxo’, onde foi possível descobrir que apenas 0,83% dos veículos que acessam a Panorâmica são considerados pesados (como caminhões, por exemplo). A maioria são carros e motos.

“A avenida está dentro do projeto. Fizemos vários testes com diversos veículos, analisando a subida em vários cenários, inclusive com paradas não tivemos problemas. Se o veículo estiver ok, pode ser falta de experiência do motorista em subir esse tipo de aclive, aí indicamos que eles peguem o desvio para acessar a Quarta Avenida e pegue a Alvin Bauer, para assim se deslocar para a BR-101”, diz.

Caminhão foi apreendido por falta de manutenção

O diretor do BC Trânsito conta que a situação de segunda-feira foi complexa: o caminhão envolvido na ocorrência estaria totalmente sem manutenção, com placas de identificação ilegíveis, licenciamento atrasado desde 2016 e pneus carecas. O homem que o dirigia não possuía nota fiscal da origem e do destino da mercadoria (supostamente 18 mil litros de água, mas carregava 15 mil).

“Ele não tinha a nota fiscal, que é obrigatório todo transportador de mercadoria ter. Nos apresentou apenas um orçamento, neste documento constava que ele deveria entregar 18 mil litros de água na Rua Indonésia. Ele estava carregando 15 mil e a carga total era de 23 mil. A conta não bate. O telefone que tinha [no orçamento] ninguém atendeu, o endereço de entrega (número) não existe. Orçamento não tem força fiscal. O caminhão foi encaminhado ao pátio por conta das várias infrações, que foram registradas”, completa.


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