Arrancadão de Canoas de Balneário Camboriú mistura confraternização com educação patrimonial

A canoa destaque, Anita, da Praia Central, tem mais de 80 anos

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O mau tempo atrapalhou, mas não impediu a realização da quarta edição do Arrancadão de Canoas, no domingo (7), com largada na Barra Sul e chegada na Praia Central.

Anita, a mais bonita (Lilian Martins)

Dezenas de canoas participaram da celebração do encerramento da atividade pesqueira (Festa do Pescador), que movimentou a Barra no início de julho. 

Balneário Camboriú esteve representada no arrancadão por vários exemplares: ‘Anita’, da Praia Central, que foi a canoa destaque,  ‘Gatinha’ da Praia do Pinho, ‘Loura’ da Praia de Taquaras, ‘Selma’ e ‘Espada’da Praia Central, Nei da Zita de Taquarinhas e Yara de Laranjeiras. 

A vencedora do Arrancadão foi ‘Nativa’, de Itapema. 

Nativa, a campeã do Arrancadão (Lilian Martins)
Dato de Itapema foi vice do Arrancadão (Lilian Martins)

Herança cultural

Mais do que o aspecto competitivo, o arrancadão é também uma forma de educação patrimonial da comunidade. Uma tradição conservada que hoje contrasta com o desenvolvimento e o avanço da construção civil, por exemplo.

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Gatinha, da praia do Pinho (Lilian Martins)

A diretora de Artes da Fundação Cultural de Balneário Camboriú, Lilian Martins considerou o evento uma oportunidade de mostrar esse registro do passado que ainda se mantém em algumas praias.

“Não só para entender o que é a pesca, mas também para mostrar a beleza destas canoas, algo que tem tido uma resistência, mas é extremamente raro. Algumas destas canoas tem mais de 100 anos. A Anita tem cerca de 80 anos e hoje não se vê mais garapuvu com essa dimensão para esculpir uma canoa como essa. São exemplares muito raros e Balneário Camboriú é agraciada com uma quantidade significativa de exemplares de carpintaria naval”, afirmou.

Taquaras tem atualmente sete canoas de um pau só, o que Lilian considera um fato inusitado e surpreendente.

“Balneário Camboriú é conhecida por essa inovação, modernidade na construção civil e ainda temos exemplares tão significativos de canoas de um pau só, que são uma uma herança indigena ancestral combinada a uma necessidade das comunidades de base cultural luso açorianas que chegaram ao Brasil com vários desafios para se sustentar numa terra nova, tão diversa dos mares de Portugal e dos Açores. São canoas que têm resistido trazendo essa herança da diversidade cultural que é muito evidente aqui como em todo o litoral sul.”

Campeões

Arrancadão de Canoas

  • 1º lugar: Nativa
  • 2º lugar: Dato
  • 3º lugar: Sepultura

Canoa destaque

  • 1º lugar: Anita
  • 2º lugar: Netinha 
  • 3º lugar: Nativa

Tarrafa

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  • 1º lugar: Guarda do Embaú
  • 2º lugar: Palmas 
  • 3º lugar: Campeche

Pescador mais velho

  • Dato, 87 anos – Rancho Dato

Pescador mais novo

  • Bernardo, 4 anos – Pinho
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