A Secretaria de Turismo de Balneário Camboriú se prepara para lançar, nos próximos dias, o edital de licitação dos fogos da Virada do Ano 2025/2026. O investimento previsto é de até R$ 5 milhões, valor um pouco superior ao da última virada de ano, quando custou cerca de R$ 4,6 milhões.
A informação foi confirmada pelo secretário de Turismo, Evandro Neiva, que também falou sobre a possibilidade de haver show no Ano Novo da cidade, mas não confirmou nomes. Havia especulação de uma apresentação da cantora Shakira, que em momento algum foi confirmado.
Segundo Neiva, os fogos seguirão a mesma metodologia do ano passado, com um pequeno aumento na carga por balsa.
“Mantemos, por enquanto, oito balsas, mas existe a intenção de ampliar para nove futuramente, especialmente para atender o ponto da Barra Sul”, afirmou o secretário.
O secretário aponta que o foco inicial da prefeitura tem sido o projeto Viva Natal BC, que trará uma grande estrutura de decoração e iluminação na cidade, com desfiles e apresentações inéditas (com orçamento que pode ultrapassar R$ 10 milhões). O mesmo cuidado, explica ele, será aplicado ao planejamento da Virada de Ano, considerada uma das maiores do país.
“Balneário Camboriú é referência nacional em Réveillon, mesmo sem ser capital. O objetivo é continuar oferecendo uma queima de fogos de alto nível, com segurança, boa logística e impacto visual que reforce nossa imagem como destino turístico de destaque”, disse.
Conversas com produtoras e possibilidade de shows
Além dos fogos, a Sectur está conversando com produtoras nacionais e internacionais interessadas em realizar shows musicais de grande porte na cidade.
“Desde o início do ano estamos em conversas com empresas importantes do setor. Balneário Camboriú está sendo vista como uma excelente opção para grandes shows internacionais. Ainda não há nada alinhado para o Réveillon ou outra data específica, mas o interesse existe”, adiantou Neiva.
O secretário enfatiza que o episódio dos drones na Virada de 2023 para 2024, que gerou um caos no trânsito da cidade, teve ‘erro de gestão técnica de mobilidade’, mas que isso não pode limitar Balneário Camboriú.

“Não podemos limitar o potencial da cidade para novos projetos. Os drones foram uma excelente exposição para Balneário Camboriú, mesmo com erros de gestão técnica de mobilidade. Balneário pode, sim, receber show internacional, trabalhando na mitigação de transtornos. Estamos conversando e fazendo diversas reuniões com grandes produtoras, mas não existe nada alinhado de show e artista até o momento”, acrescentou.
Jota Quest foi um ‘teste de performance’ para grandes transmissões
Um exemplo citado pelo secretário foi o show da banda Jota Quest, realizado no aniversário da cidade, em julho deste ano. A apresentação foi gravada e transmitida pela NSC TV, com autorização da Rede Globo — algo inédito para eventos públicos de Balneário Camboriú.
“O show do Jota Quest não foi apenas mais uma apresentação. Foi um grande teste de performance para modular futuras parcerias. Poucas cidades brasileiras têm estrutura e atratividade para colocar um evento na televisão aberta. É importante fazer show ou grande evento e ter aproveitamento no momento, poder usar para impactar quem não está no show, como o Rio de Janeiro faz (com os shows de Madonna e Lady Gaga) e os grandes festivais. Balneário performa como um grande destino turístico e não podemos negligenciar essa oportunidade e saber trabalhar as contrapartidas”, destacou Neiva.
Competitividade e impacto econômico
De acordo com o secretário, o foco da prefeitura é arquitetar o Réveillon de forma economicamente inteligente, equilibrando custos, mobilidade e contrapartidas para a cidade.
“Existem empresas interessadas em participar do Réveillon, e estamos analisando as propostas. Balneário Camboriú já enfrenta trânsito intenso durante a Virada, então qualquer atração adicional precisa ter contrapartidas positivas que superem eventuais transtornos”, explicou.
Neiva lembra que há uma forte competição entre destinos turísticos, e que oferecer espetáculos de grande porte pode ser decisivo para a cidade manter seu protagonismo.
“Trazer um grande show é muito mais positivo do que negativo. Se houver equilíbrio entre mobilidade, segurança e retorno econômico, vale a pena. Estamos estudando todas as possibilidades com responsabilidade”, afirmou.

