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Balneário Camboriú
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Festas culturais de Balneário Camboriú movimentam a baixa temporada com grande sucesso de público

As tradicionais Festas de Inverno ou Festas Culturais que a prefeitura realiza nos meses de junho e julho, para resgatar e conservar tradições históricas de Balneário Camboriú – como a pesca artesanal e o engenho de farinha, vem conquistando um público cada ano maior e mais receptivo. Além disso, as festas movimentam a economia e o turismo na baixa temporada.

A Fundação Cultural de Balneário Camboriú é responsável por quatro destas festas: Raízes de Taquaras, Festa da Tainha, Festa dos Pescadores e Arrancadão de Canoas Artesanais.

A Secretaria de Turismo organiza a Festa do Bonsucesso.

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Nesta reportagem um pouco da história de cada uma e sua  evolução, consequência das características que as compõe: resgate cultural de tradições da região onde ela acontece, gastronomia variada como ponto alto e atrações musicais para todos os gostos e idades, uma composição perfeita para uma festa em família.

Festa Raízes de Taquaras

Festa de Taquaras, o início de tudo lá em 2017 (Divulgação/FCBC)

A diretora da Fundação Cultural, Lilian Martins, disse que a Festa Raízes de Taquaras nasceu de um esforço colaborativo da comunidade, que formalizou junto à Associação de Moradores, a necessidade de salvaguardar seus valores culturais.

“Foram várias propostas discutidas, com vistas a valorizar os fazeres da comunidade local: o engenho de farinha, os ranchos de pesca, as canoas artesanais, a integração da comunidade local buscando dar visibilidade à cultura e ao Ambiente natural preservado

Nesta edição a festa recebeu 50 mil pessoas nos quatro dias (Foto: Marina Teté)

A Raízes de Taquaras aconteceu no feriadão de Corpus Christi (29 e 30/5 e 1 e 2/6) e recebeu nestes quatro dias 50 mil pessoas, de acordo com números da Associação de Moradores. 

O presidente da Associação, Jair Euflorzino, descreveu a evolução da festa:  a primeira festa teve 1500 pessoas, a segunda dobrou o número, a terceira recebeu quase oito mil visitantes, a quarta 30 mil e a quinta edição disparou para 50 mil pessoas.

“O segredo do sucesso é por ser uma festa com característica de raízes, o nome diz tudo, aonde encontramos a comunidade participando, o morador local fazendo o que sabe fazer melhor, um peixe assado, peixe em posta, sopa de siri e tantos outros pratos à base da tainha, nosso carro-chefe. Acho que o povo está se identificando porque são festas com a cara do povo, onde os amigos se encontram, ouvem música boa, escolhem o que comer, tem todo tipo de atração para adultos e pequenos, então quem ganha com isso tudo é a cultura que encontrou um jeito de transformar nossa história em um festa comunitária, popular”, afirmou Euflorzino.

O vice-presidente da Associação, Marcelo Peixoto lembrou que a festa foi organizada pela Associação de Moradores em parceria com a Fundação Cultural e o prefeito Fabrício, exatamente com o objetivo de fortalecer a identidade cultural da comunidade de Taquaras. 

“Além disso, a festa busca proporcionar benefícios à comunidade, tais como interação social, geração de renda, desenvolvimento pessoal, elevação da autoestima e incentivo à operação do engenho de farinha de mandioca. O evento tem sido um sucesso, com a comunidade acolhendo e se identificando com a festa. O crescimento da festa demonstra que esta cultura está enraizada em nossa região e ressoa com o público crescente. A festa oferece um ambiente agradável para estar com a família e amigos, curtindo boa música, gastronomia e artesanato”, reforçou Marcelo.

Festa da Tainha no Estaleiro

Imagens da sexta edição em 2013 (Divulgação/AME)

A Associação de Moradores do Estaleiro (AME) e a Fundação Cultural estão ultimando preparativos para a Festa da Tainha que será realizada de 28 a 30 deste mês.

“A festa tem a mesma importância e os mesmos objetivos das demais: a valorização da auto estima comunitária”, comentou Lilian Martins.

O presidente da AME, Vinicius Castro disse que o crescimento da festa gerou filas na última edição e por isso, nesta edição, os organizadores decidiram fazer dois pontos com preparação e entrega do prato principal, a Tainha grelhada espalmada.

“Cada ponto deste terá o dobro da capacidade de atendimento do ano passado, ou seja, pretendemos diminuir em quatro vezes a fila e com tempo de atendimento bem reduzido em relação aos últimos anos”, afirmou. 

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A tainha é o carro-chefe da festa e além de grelhada, ela aparece em paratodos diferenciados como lascas de tainha, x-tainha e como a gastronomia é variada e voltada para o mar haverá um farto cardápio de frutos do mar e até para quem não come peixe, várias opções serão preparadas.

Vinicius disse que haverá mais novidades nesta edição, como a segurança privada com pessoal e monitoramento com câmeras e a limpeza e zeladoria. 

“Como nossa festa é voltada para a família, nossos brinquedos para a criançada ficarão localizados no centro da festa, assim as famílias poderão visualizar o espaço kids de qualquer lugar da festa. Ainda será disponibilizado fraldário e fita de identificação para as crianças”, disse.

Foto da sétima edição em 2014 (Divulgação/AME)

A Festa da Tainha está entre as mais antigas. Zezé Wolff acredita que ela iniciou antes de 2008 e passou por vários locais.

“Nos quatro anos à frente da Associação, foram realizadas a quinta, sexta, sétima e oitava edição, porém antes teve o Cláudio Schurmann, lembro que em 2010 ela foi feita ao lado do Guest House. O Marilson Santos, do Cartório, fez duas festas quando era presidente da Associação, uma foi na Rua Domingos Fonseca entre Interpraias e orla. A Associação fez duas edições na igreja e duas em frente a Praia, eram outros tempos, a festa era feita pelos moradores voluntários, lucro era investido na própria associação. Com o tempo ela se tornou uma grande festa e hoje ela impulsiona o turismo e gera renda”, disser Zezé.

Ela acrescenta que nas 4 edições (2012/2013/2014/2015), sempre foi impulsionado o cooperativismo, a união dos moradores e as culturas tradicionais/raiz, mas também com espaço de  entretenimento, do pop ao forró pé de serra.

Festa do Pescador

Arrasto de camarão abre as festividades dia 5 (Divulgação/FCBC)

A Festa do Pescador é a mais antiga de todas. Na abertura, dia 5 de julho, acontece um arrasto simbólico de camarão na baía da Praia Central, ocasião em que alguns pescadores levam a família no barco. A festa segue nos dias 6 e 7 de julho na Barra.

É uma festa que destaca a safra do camarão, porque Balneário Camboriú aporta 40% da safra nacional do camarão sete barbas. O arrasto de uma hora na baía da praia central é um ato simbólico e comemorativo, que expressa a importância do labor do homem do mar para a economia local. Anualmente, cerca de 2 mil toneladas de pescados, e 20 mil quilos de mexilhões e ostras são desembarcados em Balneário Camboriú, gerando uma grande contribuição econômica.

A festa valoriza a cultura nativa da Barra: a pesca e o pescador (Foto Devian-Zutter)

A Colônia de Pescadores Z7, única entidade representativa dos pescadores artesanais do município de Balneário Camboriú, é quem realiza a tradicional festa, sempre no mês de julho, em comemoração ao Dia do Pescador. A Festa também faz parte das comemorações do aniversário de Balneário Camboriú. 

“A identidade cultural do povo é expresso na cultura alimentar, através de pratos à base de camarão sete barbas, peixes variados, a tradicional tainha, junto com atrações culturais e musicais que fazem parte do evento, que tem como principal  objetivo a valorização dos pescadores e da comunidade pesqueira”, disse a diretora da Fundação Cultural, Lilian Martins.

Arrancadão de Canoas Artesanais

(Divulgação/FCBC)

Acontece sempre no primeiro final de semana pós temporada de tainha, mas a data oficial ainda não foi anunciada.

O objetivo do Arrancadão é celebrar o final da safra, com competições que simulam o dia a dia da pesca da tainha e por isso acontece no final da safra, ao encerrar os trabalhos nos ranchos.

Durante o evento há várias atividades, como o cabo de guerra que simula a puxada de rede, o arrancadão que testa a capacidade de remo dos camaradas, competição de tarrafa, o dominó, que é prática constante enquanto espera o peixe, competição literária, quem come mais pirão e muitas outras atrações.

Festa do Bom Sucesso

(Divulgação/FVBC)

Esse ano a festa acontece nos dias 26, 27 e 28 de julho, encerrando a programação dos 60 anos de Balneário Camboriú.

Nos anos 90, a cidade precisava de uma festividade para comemorar o aniversário do município, e surgiu a iniciativa de fazer a festa em julho com várias proposições: festa com temática “junina”, bingo, teve vários nomes, Arraiá, Arraial, Festa do Arraiá do Bonsucesso, aconteceram em vários lugares sem muita identidade. 

Até que em 2004, com a criação da Fundação Cultural de Balneário Camboriú, foi desenvolvido um novo modelo de festividade, em conjunto com a Secretaria de Turismo, com conceito cultural como um congraçamento da comunidade pela fundação do histórico Arraial do Bom Sucesso, alusivo ao início do povoamento de base cultural luso açoriano na Barra. 

“As primeiras iniciativas desse novo modelo aconteceram no pavilhão da Santur, remontando um cenário com Capela, Casa Linhares, praça e o povoado original. O nome também foi alterado para “Festa do Bom Sucesso”, desvinculando de “festa junina”, e trazendo para o contexto de uma festa do município. Depois a festa migrou para o Sítio Histórico e o atual secretário de Obras, Osmar de Souza Nunes (Mazoca) foi o grande incentivador dessa mudança”, comentou Lilian Martins.

Personagens folclóricos que tem a ver com o bairro onde Balneário começou fazem parte da festa (Divulgação/FCBC)

O secretário de Turismo, Thiago Velasquez falou sobre a importância da Festa do Bonsucesso.

“É uma das mais importantes e tradicionais, acontece no berço histórico do município, trabalha a cultura açoriana, a gastronomia rica e especial que não é encontrada nos restaurantes, isso valoriza muito a festa, esse ano teremos mais de 20 espaços. O pessoal aproveita muito a gastronomia, a cultura raiz”, disse.

A movimentação vem aumentando, a estrutura acompanhou e em todas as edições são divulgados pontos históricos, como a Igrejinha da Barra e personagens folclóricos como a Maricota, a Bernunça.

“Também divulgamos nossos artistas que se inscrevem no edital que a prefeitura lança para a ocasião, então em todos os sentidos, a festa é muito importante para Balneário Camboriú”, disse Velasques.


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