Prolongamento da Martin Luther tem terraplanagem prevista para começar entre setembro e outubro

Antes das máquinas, trecho passará por resgate de fauna e flora. Projeto completo prevê investimento de aproximadamente R$ 100 milhões

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A terraplanagem do terceiro e último trecho da Avenida Martin Luther, em Balneário Camboriú, deve começar entre o fim deste mês e o início de outubro, após a conclusão das ações ambientais que antecedem essa fase.

A previsão foi divulgada pela Prefeitura, que já recebeu autorização para retirar a vegetação da área por onde passará a via.

O prolongamento vai completar o binário com a Avenida do Estado e será dividido em duas etapas: da Rua João de Barro até a Avenida das Arapongas, no Bairro Ariribá, e, depois, desse ponto até a divisa com Itajaí.

Enquanto a Planaterra, vencedora da licitação, organiza o canteiro e planeja a execução dos serviços, as equipes ambientais preparam a área para a intervenção.

Resgate de animais e plantas antecede a obra

No primeiro mês de trabalho ambiental, foram feitos levantamentos de fauna e flora e o reconhecimento dos locais onde haverá retirada de vegetação. As equipes também identificaram possíveis pontos para receber os peixes que serão resgatados antes dessa intervenção.

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O viveiro do Parque Ecológico Raimundo Gonçalez Malta está sendo preparado para receber sementes e materiais vegetais recolhidos na área do projeto.

Os próximos passos incluem demarcar o trecho autorizado para supressão, realizar novas vistorias e iniciar o resgate e o afugentamento de animais. Segundo a Prefeitura, a conclusão dessa fase é o que permitirá o início da terraplanagem no período previsto.

O acompanhamento ambiental deverá continuar durante a construção, com monitoramento de animais, peixes e águas superficiais, além de controle de erosão e gestão dos resíduos gerados pelos serviços.

Desapropriações integram o custo do projeto

DivulgaçãoPMBC
DivulgaçãoPMBC

O investimento total estimado para o prolongamento é de aproximadamente R$ 100 milhões, incluindo a obra física, orçada em mais de R$ 31 milhões, e as desapropriações. Cerca de 40 imóveis estão previstos para desapropriação nas duas etapas.

De acordo com o município, mais de R$ 35 milhões em recursos próprios já foram destinados ao projeto. Um convênio com o Governo de Santa Catarina prevê outros R$ 18 milhões para custear a segunda fase, entre a Avenida das Arapongas e a divisa com Itajaí.

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Moradores receberam informações sobre as etapas

O projeto foi apresentado a moradores e lideranças do Ariribá em uma reunião realizada no dia 10 deste mês pela Acquaplan e pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano.

O encontro tratou das etapas da intervenção e abriu espaço para dúvidas. Também foi criado um grupo de WhatsApp para informar a comunidade sobre o andamento dos trabalhos e manter um canal de diálogo durante a execução.

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