Regramento da prática esportiva na Praia Central avança com debate público em Balneário Camboriú

O horário de prática esportiva e a quantidade de quadras permitidas na faixa de areia são as principais dúvidas levantadas

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Uma reunião pública realizada na noite de segunda-feira (23) reuniu esportistas, representantes do poder público e vereadores para discutir o projeto de lei que pretende regulamentar a prática esportiva na Praia Central de Balneário Camboriú. 

O encontro, considerado positivo pelos organizadores, marcou mais uma etapa de escuta da comunidade antes da proposta seguir para votação na Câmara.

Segundo o diretor-presidente da Fundação Municipal de Esportes (FME), Diogo Catafesta, o objetivo é construir o texto de forma participativa, ouvindo diferentes modalidades e usuários da praia. 

“Foi uma reunião tranquila, positiva. Escutamos beach tennis, futebol, corrida, surf, canoa havaiana, futevôlei… todos os segmentos, para entender as necessidades de cada um”, afirmou.

Divulgação

Escuta pública e ajustes na proposta

Esta foi a segunda reunião pública sobre o tema. De acordo com Catafesta, o projeto ainda está em fase de construção e poderá sofrer alterações conforme as contribuições recebidas.

“Estamos ouvindo todos. É uma proposta que pode ser alterada até chegar a um texto ideal, para então ser votado pelos vereadores”, disse.

O diretor também rebateu críticas de que o projeto seria impositivo ou restritivo. 

“Não há nenhum autoritarismo. Diferente de 2023, quando começaram a retirar quadras do Pontal Norte, não estamos agindo dessa forma. Estamos ouvindo a comunidade e os próprios vereadores”, pontuou.

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Horários e uso do espaço estão entre principais dúvidas

Entre os pontos que mais geraram questionamentos durante o encontro, segundo Catafesta, estão o horário de prática esportiva e a quantidade de quadras permitidas na faixa de areia. A proposta prevê a regulamentação do uso entre 6h e 22h, principalmente para atividades organizadas, como aulas, eventos ou treinos coletivos.

“Pode jogar depois das 22h, ninguém vai proibir a prática esportiva recreativa. O que precisa de regramento são aulas, aglomerações e eventos, que exigem autorização e precisam respeitar o horário, até por conta da lei do silêncio, para respeitar o sossego alheio”, explicou Catafesta.

Outro tema debatido foi o número de quadras. O texto inicial previa cerca de 200 estruturas, mas já há emenda de autoria do vereador e presidente do Legislativo, Marcos Kurtz, sugerindo ampliação para até 300, desde que haja demanda comprovada.

O presidente da Fundação de Esportes (Divulgação)

Estrutura e organização também entram no debate

A permanência das redes instaladas na areia também foi levantada pelos participantes. Segundo Diogo Catafesta, a legislação deverá prever regras mais claras sobre a colocação e retirada das estruturas, já que atualmente muitas permanecem fixas de forma irregular.

“Vamos melhorar o texto nesse ponto. Hoje as redes não são retiradas, e isso precisa estar organizado na lei”, disse.

Projeto segue em discussão

Catafesta reforçou que o município não pretende restringir o esporte, mas sim organizar o uso do espaço público, conciliando lazer, prática esportiva e qualidade de vida.

“Estamos construindo isso junto com a comunidade. A FMEBC e a prefeita Juliana Pavan não vão proibir a prática esportiva depois das 22h, ninguém vai proibir, é uma inverdade que está sendo falada”, completou.

A proposta segue em discussão e deve passar por novos ajustes antes de ser encaminhada para votação no Legislativo.

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