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Balneário Camboriú
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Reurbanização da Avenida Atlântica: vereadores opinam sobre a obra que ainda não saiu do papel

A obra mais esperada atualmente em Balneário Camboriú é a reurbanização da Avenida Atlântica. O primeiro trecho de 300m, a ser construído na Barra Sul pela FG e orçado em R$ 14 milhões anunciada para março, ainda não saiu do papel.

Em paralelo a isso está sendo estudada a obra de macrodrenagem (galeria que coletará a água que por vezes causa transbordamento e transtornos na Atlântica), que precisa ser realizada entre a Rua 2.500 e o Pontal Norte. 

A galeria deve custar R$ 45 milhões aos cofres públicos (a prefeitura está buscando linha de crédito com bancos e fazendo cotação de formas de pagamento, com os juros que seriam cobrados).

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Divulgação/PMBC

A novidade mais recente sobre o assunto é a viagem do prefeito Fabrício Oliveira para Abu Dhabi, quarta-feira (17), levando o projeto da reurbanização, para apresentar a autoridades e grandes construtoras, na expectativa de captar recursos para a obra.

No início desta semana, a reportagem ouviu vereadores, que opinaram sobre a importância da obra e se ela sairá ou não do papel nos próximos meses. Quando foram entrevistados, a viagem do prefeito aos Emirados Árabes ainda não tinha sido divulgada.

Divulgação/PMBC
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Acompanhe a opinião dos vereadores:

“Parece que está apenas no marketing da prefeitura”

Divulgação/CVBC

Eduardo Zanatta – “Sempre falei que o que me interessa no alargamento é justamente pegar um espaço que é democrático, plural, que toda a população tem acesso, e essa grande área pública que temos na cidade é a praia. Você tem acesso independente de pagar ingresso, independente de renda, todos têm acesso igual. 

Não interessa impactos como valorização dos imóveis, só interessa a uma parcela mínima (proprietários desse tipo de imóvel). 

Temos hoje o metro quadrado mais valorizado do Brasil, sem refletir a quem beneficia. 

Balneário é territorialmente pequena, a segunda menor de SC, a Dubai brasileira, mas a realidade é que a maioria dos trabalhadores atua na área de comércio e serviço, e o salário não é condizente com aluguel comercial e residencial. 

O alargamento trouxe valorização, que é boa, mas para uma parcela muito pequena. Para a maioria interessa o espaço público com mais qualidade, que quiosques sejam melhores estruturados, que tenha ciclofaixa decente que garanta segurança, academia, área verde, passeio público com acessibilidade. 

É esse espaço coletivo que a gente precisa trabalhar para que aconteça da melhor forma possível. 

Até agora a gente não sabe quando vai acontecer a reurbanização, não está no plano plurianual, não está na lei orçamentária, parece que está apenas no marketing da prefeitura. 

Ouvimos tudo pela imprensa, mas oficialmente não tem nada. De onde vem o recurso? Quanto vai custar a obra ao total? Tudo tem que ser apresentado à sociedade. A prefeitura vai pegar mais um empréstimo com valor elevado? 

Tem que ser feita a discussão de forma séria, comprometida. O recurso não deveria ser aplicado em outro setor, em outra região? 

Como fica o saneamento, transporte coletivo que está ameaçando parar novamente. E agora somos surpreendidos porque não tem discussão pública, e ainda a prefeitura mandou um projeto de criação de cargo de acompanhamento da obra, com salário de R$ 15 mil mais um cargo de licenciamento ambiental… e nada é discutido”.


“A grande expectativa seria de encerrar o mandato inaugurando essa obra”

Divulgação/CVBC

Anderson Santos – “Para mim a reurbanização da Atlântica é a cereja do bolo. Fizemos a obra do alargamento, foram mais de 20 anos esperando, e a urbanização é o mais importante de tudo isso, pois é a obra que vai trazer a beleza à altura da cidade. Estou bem esperançoso pelas conversas que temos com o Executivo, as movimentações são positivas, vamos ter participação do Legislativo nisso, o prefeito está buscando viabilizar junto da iniciativa privada, que é importantíssima no processo. Estou bem motivado, é uma obra importante e espero que a gente consiga startar esse ano. 

Acredito que tem chance de iniciar neste ano, sim. 

Vejo o prefeito trabalhando nisso, a gente questiona também. Se iniciar este ano, a grande expectativa seria de encerrar o mandato inaugurando essa obra. 

Falamos da reurbanização, mas o que a gente acompanha é justamente a drenagem também, todas as ruas antes de serem asfaltadas recebem obra de drenagem, então naturalmente vai acontecer na Atlântica também”.


“Tem que ter a obra para trazer mais beleza, mas tem que fazer a drenagem antes”

Divulgação/CVBC

Juliana Pavan – “Recentemente me reuni com a FG e perguntei sobre a revitalização da orla, e eles disseram que estavam dando encaminhamento, que seria feita no próximo mês. Na época busquei informações, questionei, e segundo informações que recebi estavam dando encaminhamento e seria em breve. 

Em 2022 o prefeito chamou todos os vereadores e falou que iriam acontecer nos próximos dias, que iria iniciar a reurbanização, mas eu questionei sobre a drenagem pluvial da praia, fiz indicação sobre isso, porque nos preocupamos com enchentes. 

Com a praia alargada precisa ter obra da macrodrenagem e deveria iniciar por esse projeto e não o contrário, isso mostra falta de planejamento. 

Me preocupo com o início da reurbanização e sem iniciar a drenagem, pois quantas vezes alaga Atlântica e Brasil! 

Antes descia para o Rio Camboriú, Marambaia e praia, que faziam as famosas línguas pretas, agora com a areia e calçada niveladas, não tem escoamento, e aí entra nas garagens, comércio e sobe para a Av. Brasil. 

Sou favorável à revitalização, tem que ter a obra para trazer mais beleza, mas tem que fazer a drenagem antes. Também gostaria de saber como está a limpeza da galeria da Avenida Atlântica, pois o que vemos quando chove é alagamento. 

A preocupação que os moradores, turistas e comerciantes têm é essa, pois sofrem com os alagamentos. É um fato que a revitalização tem importância, todos aguardam com ansiedade, tem impacto positivo, mas nos preocupamos com todo o processo da obra e cobro para que seja feito de forma organizada, para que moradores deixem de sofrer com alagamentos”.


“Na Câmara realmente não ficamos sabendo nada”

Divulgação/CVBC

André Meirinho – “Como é de praxe, não há prestação de contas no atual governo, o que deve acontecer, cronogramas… não temos acesso a nada disso e a população fica sem saber o que esperar. 

E não tem como fazer grandes obras na temporada, precisamos de esclarecimentos da prefeitura, ou se vão deixar para 2024 em cima da eleição. 

O prefeito não segue o plano de governo, não faz o que está lá… então acredito que devem deixar para frente. 

É uma falta de transparência, queremos saber o que ocorre e explicar o andamento para a comunidade. 

Na Câmara realmente não ficamos sabendo nada, não explicam sobre, mas temos que voltar a cobrar. Não passam informações, o que vai ser recurso privado, se vão utilizar recurso público, empréstimo… estamos no escuro”.


“O prefeito me disse que faria por essa modalidade”

Divulgação/CVBC

Nilson Probst – “Coincidentemente falei sobre a reurbanização há algumas semanas, que precisa ser regulamentada. 

A FG faria o primeiro trecho na Barra Sul, então obviamente tem que saber se vai funcionar, se outras empresas vão se colocar à disposição. 

O prefeito me disse que faria por essa modalidade porque até licitar, vai muito tempo, não dá para fazer no verão, fica para ano que vem… a intenção é fazer nessa modalidade (em parceria com empresas, a exemplo da FG) porque não precisa empréstimo e faz mais rápido porque quem faz é iniciativa privada. Essa é a informação que temos”.


“Mais um marco na história de Balneário Camboriú”

Divulgação/CVBC

Juliethe Nitz – “Houve a contratação da maior empresa de reurbanização do Brasil através de um grupo de empresários, foram feitas audiências públicas, mostrado para a população, eles têm expertise no assunto e foi procurado valorizar as pessoas. Vejo que será mais um marco na história de Balneário Camboriú”.


“Será um projeto que vai trazer mais conforto para moradores e visitantes”

Divulgação

Nena Amorim – “A nova etapa da obra da revitalização da orla da Avenida Atlântica vem coroar o trabalho feito com o alargamento. Com certeza será um projeto que vai trazer mais conforto para moradores e visitantes, já que prevê banheiros, quiosques e áreas verdes. 

Eu como moradora e apaixonada por essa cidade fico feliz que o arquiteto responsável pelo desenho desse grande parque a céu aberto tenha sido feito também com base no diálogo com a população. 

Pelo que me informei sobre o assunto, eles foram a campo para cruzar as necessidades do projeto com a expectativa de quem vive aqui e isso é muito relevante. 

Sou totalmente a favor e acredito que será mais uma virada de chave para manter nossa cidade na posição das mais legais para se viver no país”.


“Não adianta praia reurbanizada e imprópria para banho”

Divulgação/CVBC

Patrick Machado – “A reurbanização é um assunto que ‘abafou’ de alguma forma, não sei o por quê. Na minha última conversa com o prefeito ele citou que após março iria iniciar, com ponto na Barra Sul e Pontal Norte, um já estaria fechado com a FG (Barra Sul) e ele estava vendo com outra construtora para fazer o do Pontal Norte, para deixar a demonstração de como seria a reurbanização. Na época fiquei muito animado, apoiamos empréstimo para fazer alargamento, pensando na revitalização, que Balneário merece, apesar que não vai adiantar de nada se não limparmos o Marambaia e o Rio Camboriú. 

Não adianta praia reurbanizada e imprópria para banho.

A comunidade aguarda isso, após o alargamento, mas o que estou vendo é luta da Secretaria de Obras, que está fazendo limpeza nas galerias, e acredito eu que a ideia é ir também para a Atlântica. 

Acredito que não será logo que veremos a reurbanização, já deveriam estar ‘movimentando’, não deixariam o assunto abafar. 

O que vem agora é que temos que rever toda a tubulação da Atlântica e Brasil, porque é de anos e não dá mais conta… teria que ser pensado nisso, senão daqui a pouco está tudo bonito e a merda literalmente solta. 

Tem que pensar nisso e anexar no valor da revitalização, mexe tudo de uma vez só, no mesmo pacote de orçamento. 

Hoje a nossa cidade não comporta o número de carros na baixa temporada, a Atlântica e Brasil são vias de fuga utilizadas pela comunidade depois do horário de trabalho. Tem que vir fazendo de uma vez só, incomodação uma vez só, e tem que ser durante o ano, após o Carnaval, e não nas vésperas ou na temporada”.

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