O debate sobre o uso do transporte coletivo gratuito em Balneário Camboriú voltou ao centro das discussões na Câmara de Vereadores e deve ganhar novos desdobramentos nos próximos dias. Parlamentares têm levantado questionamentos sobre a forma como o sistema vem sendo utilizado, especialmente em relação à presença de turistas e à superlotação em determinados horários.
Na sexta-feira (20), o vereador Anderson Santos anunciou que irá protocolar um requerimento para a realização de uma reunião pública com o objetivo de discutir se a gratuidade do BC Bus deve ser restrita aos moradores ou estendida também aos visitantes da cidade.
Segundo ele, relatos frequentes indicam que grupos de turistas estariam utilizando o transporte coletivo gratuito, o que tem impactado diretamente na rotina de quem depende do serviço diariamente.
“O que me chega e o que vejo na cidade é a utilização do transporte coletivo gratuito por turista e até grupos que acabam lotando os ônibus e dificultando a locomoção dos trabalhadores. Isso acaba desestimulando o uso do transporte coletivo e incentivando o retorno ao carro”, afirma o vereador.
A proposta, segundo Anderson, é ouvir a população e discutir possíveis alternativas, podendo evoluir para uma audiência pública mais ampla.

A preocupação é compartilhada por outros parlamentares. Também nesta sexta-feira, o vereador Guilherme Cardoso voltou a cobrar medidas para organizar o sistema de transporte público em Balneário Camboriú. A manifestação reforça uma pauta que já vem sendo levantada pelo parlamentar, diante de denúncias recorrentes sobre desordem, insegurança, superlotação e uso considerado indevido do serviço.
Entre os pontos levantados, estão relatos de utilização do transporte por terceiros com finalidade econômica privada, especialmente no deslocamento de grupos turísticos. Guilherme também questiona a falta de fiscalização e cobra providências imediatas por parte do Executivo. Outro problema apontado envolve o transporte de volumes de grande porte, como coolers, cadeiras e caixas térmicas, que acabam comprometendo a circulação dentro dos ônibus e impactando a segurança dos passageiros.
O vereador lembra que já apresentou propostas anteriores relacionadas ao tema, como a criação de um código de conduta para o transporte público, com regras mais claras para garantir organização e segurança, além da defesa de mecanismos que priorizem o acesso dos moradores ao sistema. Também está em discussão a possibilidade de alternativas específicas para o fluxo turístico, como a criação de linhas dedicadas ou modelos com participação da iniciativa privada.

