O vereador Guilherme Cardoso apresentou, nesta segunda-feira (18), uma indicação à prefeitura de Balneário Camboriú solicitando a implantação de sinalização educativa e informativa nos 10 pontos de pesca artesanal da tainha existentes no município durante a safra.
A proposta prevê placas com orientações para moradores, turistas e praticantes de atividades náuticas, além de informações sobre a importância cultural, histórica e econômica da pesca artesanal para a cidade.
Segundo o vereador, a medida busca valorizar uma tradição ligada à origem de Balneário Camboriú e também evitar conflitos e situações que prejudiquem os pescadores durante o período da safra, que segue até 31 de julho.
“Balneário Camboriú é conhecida hoje pelos prédios, pelo turismo, pelo comércio e pela força econômica. Mas antes de tudo isso, essa cidade nasceu do mar. A pesca artesanal da tainha faz parte da nossa identidade. Como filho de Balneário Camboriú, eu não quero que essa tradição vire apenas fotografia antiga. Cidade moderna também respeita suas raízes”, afirmou Guilherme.
Atualmente, segundo Guilherme, cerca de 300 famílias participam da atividade no município. Durante a safra, os ranchos de pesca ficam distribuídos em diferentes pontos das praias da cidade.
A indicação sugere que as placas tragam informações sobre os pontos oficiais de pesca, regras da safra, condutas proibidas, cuidados com circulação de embarcações e equipamentos náuticos próximos às redes, além de contatos para denúncias e conteúdos educativos sobre a tradição pesqueira local.
O parlamentar também propõe a inclusão de QR Codes nas sinalizações, permitindo acesso a mapas dos pontos de pesca, legislação relacionada e materiais de conscientização.
De acordo com Guilherme, a proposta tem baixo custo e pode gerar impacto educativo, cultural e turístico.
“A sinalização oficial pode ajudar a evitar conflitos, desinformação e práticas que prejudicam os pescadores, como a aproximação indevida de jet skis, embarcações motorizadas e outros equipamentos em áreas sensíveis à pesca. Quem chega na praia precisa entender que ali não é só areia e mar. Ali também é território de trabalho, tradição e sustento de famílias. Uma placa bem feita orienta, educa e mostra que a cidade respeita quem mantém viva essa história”, completou.

