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Filme rodado em Balneário Camboriú trata de questões sociais e do descaso do governo na Pandemia 

Estréia do curta ‘Ninguéns’ aconteceu no espaço do Estaleiro Cultural, durante a Festa da Tainha no sábado (1) e nova apresentação acontece nesta sexta (7), no Instituto Sentir

O curta-metragem ‘Ninguéns’ que estreou no Espaço Cultural do Estaleiro, no primeiro dia de julho, será reapresentado nesta sexta-feira (7), no Instituto Sentir em uma Roda de Conversa, aberta ao público, sobre ‘Violência Doméstica’.

Participará do encontro a Universidade do Bem Viver (UBV), onde um Grupo de Estudos de Psicodrama está trabalhando no projeto autoral ‘Se esta Casa Fosse Minha’, que é uma encenação sobre violência doméstica. 

O filme ‘Ninguéns’, que aborda este tema da violência doméstica e questões sociais importantes da realidade nacional, com narrativa que faz um recorte do período da Pandemia, para abordar assuntos que envolvem fatores históricos políticos e econômicos do país, como desigualdades sociais, alcoolismo, descasos de governos e situações de pessoas em extrema pobreza.

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A exibição do filme será um exercício para o grupo que conta com os psicólogos, professores, assistentes sociais, voluntários e membros do Psicodrama, entre eles, Claudemir Casarin, Lenita Novais, Luciano Estevão, Carlos Máximo, Rose Colombelli, Luciene Vieira e parte da equipe da produção do filme.

Sobre o filme e a abordagem

Os dados do IBGE apontam que em 2021, cerca de 62,5 milhões de brasileiros eram considerados pobres e que 1 em 4 brasileiros viviam com menos de 420 reais por mês. Estes fatores tem como consequências o aumento da violência e da vulnerabilidade social, com o destaque para a acentuada desigualdade social presente no país.

A trama do filme passa logo após o início da pandemia de covid-19 com uma mulher que perde seu emprego informal de faxineira em um apartamento de luxo. Sem direitos trabalhistas e desamparada pelo governo, enfrentando a quarentena, juntamente com seus três filhos, em um barraco precário sem água, saneamento básico e comida, ela precisa ir além dos limites humanos para salvar sua família.

(Foto Marlon Andrei)

É a história de Geneci e seus filhos, personagens do curta-metragem “Ninguéns”, que foi inspirada na triste história de muitos brasileiros que vivem em condição de extrema pobreza e desamparo social. O filme também registra o tempo e espaço (nacional) da pandemia mundial da Covid 19 e os retratos da crescente violência contra a mulher

Pessoas que são apenas números”

“Como produtora executiva recebo diversos roteiros para analisar e viabilizar a execução do filme. Primeiro preciso acreditar no potencial da narrativa, querer ver o filme e compartilhar com as pessoas as emoções que ele possa propor. Já foram diversos que rodamos nos últimos anos, alguns deles em nossa cidade. O ‘Ninguéns’ aborda um contexto que é necessário dialogar na sociedade, fala tanto em apenas 15 minutos sobre as pessoas que são apenas os números de uma realidade social que muitos passaram a conhecer um pouco mais na pandemia”, comentou a produtora executiva Dagma Castro.

“Personagens sem rosto”

O diretor de fotografia Jaques Rangel, que também fez a direção do filme, disse que a produção foi um desafio, tanto para filmar como dirigir, pois no roteiro as personagens não têm rostos, toda ação seria balizada apenas no som e espaços vazios do ambiente; ficaria tudo no campo imagético do público. 

“Então optamos por dar um pouco de movimento em sombras, silhuetas e cortes de quadros, foi um pouco difícil pensar nesta construção. O elenco entendeu toda dramaticidade necessária. Fiquei feliz com o resultado”, afirmou.

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“Casa da locação foi um achado”

Para Celi Pará, diretora de artes, a casa da locação foi um achado que facilitou muito construir o ambiente daquela família simples e em condições humanas precárias.

“Já tive que construir cenários de novela de época na Globo, com muita estrutura, pesquisa e construção para chegar no resultado, mas trabalhar com um ambiente onde o lixo e a sujeira eram os elementos, onde a degradação humana era o tema a ser reconhecido nas cenas, foi desafiador humanizer este filme”, disse.

“Registro de uma parte triste da história”

O filme também registra o tempo e espaço (nacional) da pandemia mundial. De um lado a televisão e seus programas voltados para a classe média, dando dicas de como lavar as mãos corretamente, como sair do tédio com livros e séries e uma variedade de receitas deliciosas; do outro lado, as pessoas pobres sem água nem para beber, desempregadas e famintas vivendo em locais precários sem luz, vendo os seus amigos e parentes morrerem sem atendimento medico; acima de tudo e todos um governo fazendo piadas, negligenciando vacinas e propagando negacionismo sobre a gravidade da situação. Uma parte triste da nossa história que precisa ficar registrada de todas as formas, em filmes também, completa Dagma, manifestando que este foi parte do argumento do projeto para ser aprovado.

Segundo a produtora, para as filmagens acontecerem a equipe teve que aguardar todos terem os ciclos da vacina completo, o que levou mais de 1 ano, pois com uma equipe reduzida estariam todos num mesmo ambiente fechado, ainda que com todo aparato de EPI era preciso ter a consciência de preservar as pessoas, mesmo que isso tenha significado atrasar a produção e o tempo do contrato com a Fundação Cultural. “Este risco foi o que assumimos”, afirma a produtora.

Serviço

  • O que: Roda de Conversa
  • Quando: 7de julho
  • Onde: Instituto Sentir, rua 1950, nº 901, Balneário Camboriú
  • horário: 19h

Transmissão ao vivo pelo youtube no canal UBVtv.

Mais informações e o trailer do filme estão no instagram: @curtaninguens

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