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Cidades de SC registram recordes de chuva para outubro em quase 100 anos

A um dia do fim do outubro, cidades de Santa Catarina e do Paraná já registram os maiores volumes de chuva para o mês desde o início das medições.

Levantamento feito pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) revela que em Florianópolis já choveu 406,2 mm até a manhã desta segunda-feira (30), um recorde para o mês. O maior número já registrado era 339,0 mm, em outubro de 1997.

Segundo o Inmet, a média de chuva em Florianópolis para o mês de outubro é de 153,2 mm.

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Levantamento feito pelo Epagri/Ciram (Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina) aponta que no município de São José, o recorde para outubro também foi quebrado. Até agora, o mês já atingiu 399,4 mm, contra 289,6 mm de 2015.

A medição em São José pelo Epagri/Ciram acontece há quase 100 anos.

A região Sul tem sofrido com as chuvas neste segundo semestre. Em setembro, o problema atingiu principalmente o Rio Grande do Sul. Em outubro, o estrago tem sido maior em Santa Catarina e no Paraná.

Em Curitiba, capital do Paraná, já é o outubro mais chuvoso em 26 anos, de acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná). Já choveu 559,8 mm na cidade. A média de chuvas em Curitiba para outubro é de 144 mm.

Segundo o Simepar, outras cidades paranaenses também registraram recordes de chuva para o mês de outubro, como Antonina, Guarapuava, Fazenda Rio Grande, Francisco Beltrão, Paranaguá, Pato Branco e União da Vitória. As medições começaram no final da década de 1990.

O mês de outubro foi marcado pelas tempestades severas em todas as regiões do estado. Além disso, dois tornados foram registrados, um em Cascavel, no oeste, no início deste mês, e outro na tarde do último sábado (28), em São José da Boa Vista, no norte, próximo da divisa com o sul do estado de São Paulo.

PREVISÃO É DE MAIS CHUVAS

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Ao longo de terça e quarta (1º), a instabilidade diminui e não são esperados volumes de chuva significativos. Entre a quinta (2) e a sexta (3), porém, um novo sistema de baixa pressão volta a trazer temporais para Santa Catarina, ainda segundo o Epagri/Ciram.

Desde o início do mês, Santa Catarina já registrou seis mortes relacionadas às chuvas, a maioria por afogamento, de acordo com a Polícia Científica.

No Paraná, o tempo também segue chuvoso ao longo da semana. Segundo o Simepar, a segunda amanheceu quente e abafada em quase todas as regiões do Paraná. A condição favorece a formação de nuvens com potencial para gerar precipitação.

O rio Iguaçu também deve subir ainda mais, aumentando as áreas alagadas, especialmente em União da Vitória, onde os moradores já enfrentam inundações há dias.

No oeste, a cheia do rio Iguaçu também modifica o cenário de uma das principais atrações turísticas do estado, as Cataratas do Iguaçu.

A concessionária Urbia Cataratas, que faz a gestão do Parque Nacional do Iguaçu, informou que as Cataratas do Iguaçu estão com vazão em 24 milhões e 200 mil litros d’água por segundo nesta segunda. “É a maior vazão dos últimos anos”, diz a concessionária.

Por medida de segurança, a passarela que dá acesso ao mirante da Garganta do Diabo permanece interditada. Os mirantes da Trilha das Cataratas estão liberados.

REFLEXOS NO ABASTECIMENTO DE ÁGUAS

As fortes chuvas do fim de semana ainda causam reflexos no abastecimento de água em dezenas de cidades do Paraná. As mais atingidas estão nas regiões de Francisco Beltrão, Campo Mourão e Guarapuava.

De acordo com a Defesa Civil, além de inundações das unidades de abastecimento de água, o temporal provocou queda de energia e danificou equipamentos de bombeamento.

Equipes da Copel (Companhia Paranaense de Energia) tentam restabelecer o fornecimento de energia nesta segunda. O acesso ainda não é possível em determinadas áreas, fortemente alagadas.

Na manhã da segunda, 15,3 mil unidades consumidoras estavam sem energia no estado.

Boletim da Defesa Civil mostra 70 municípios paranaenses com ocorrências por causa das chuvas e 30.504 casas danificadas. Permaneciam desalojadas nesta segunda um total 2.133 pessoas. Além disso, 789 continuam desabrigadas.

De acordo com o DER-PR (Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná), também há rodovias estaduais nesta segunda com trechos bloqueados, total ou parcialmente.

Na PR-281, entre Realeza e São Valério, há bloqueio devido à cheia do Rio Capanema, que traz riscos para quem tentar passar pelo local. Na PR-092, em Doutor Ulysses, há bloqueio total devido à queda de árvores sobre a pista.

Na Rodovia dos Minérios (PR-092) em Almirante Tamandaré, há dois pontos de alagamento, com bloqueio das pistas no km 10, próximo ao entroncamento com o Contorno Norte de Curitiba, e no km 16, no perímetro urbano do município.

Em Guaraqueçaba, no Litoral, a PR-405 tem pontos de alagamento no km 48 e km 49, e a travessia é inviável. A rodovia, que não é pavimentada, é a principal ligação do município de Guaraqueçaba com o restante da malha rodoviária.

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS)

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