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Balneário Camboriú
Waldemar Cezar Neto
Waldemar Cezar Neto
O autor é jornalista
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Fabrício quer Carlos Humberto, mas precisa combinar com os eleitores

Em entrevista à Rádio Menina, na última quarta-feira, o prefeito Fabrício de Oliveira antecipou sua preferência para a eleição municipal dentro de pouco mais de 15 meses: eleger o deputado estadual Carlos Humberto Metzner Silva à prefeitura.

Essa coisa de apontar candidatos com tanta antecedência pode ter o efeito nefasto de afastar apoios, mesmo porque Carlos Humberto está longe de ser uma unanimidade, conquistou “apenas” 18.625 votos em Balneário para deputado estadual, equivalentes a 29% dos eleitores que foram às urnas.

Claro que o deputado larga na frente, tem o apoio da máquina pública estadual e municipal, possui um caminhão de dinheiro para gastar -próprio e do partido-, mas demonstra certa dificuldade de ser simpático, em especial nas camadas mais populares.

Trabalha a favor de Carlos Humberto que a gestão Fabricio Oliveira quase liquidou  com a oposição em Balneário Camboriú, ao cooptar o MDB e outros em troca de cargos na máquina pública.

Com Edson Piriquito inelegível nas próximas duas eleições municipais, o MDB que já não ia bem das pernas ficou 100% capenga.

O vereador mais votado, Lucas Gotardo, do Novo, recebeu 2,15% dos votos válidos e pode ter perdido muitos ao longo do caminho, sem conseguir criar um grupo viável para enfrentar Fabrício e seus aliados.

Falam bastante no nome de Juliana Pavan, vereadora com atuação responsável, mas será uma pedreira derrotar o poder político e econômico da cidade, com a “força do povo”, como fez seu pai, Leonel Pavan, em 1988. 

Até porque o povo mudou bastante e a maior parte, por não poder pagar moradia aqui, foi para Camboriú, onde o próprio Pavan se anuncia candidato, a meu ver favorito.

Ainda no campo da oposição responsável, tem o Eduardo Zanatta, mas penso que a montanha que ele precisa escalar é ainda maior do que a da Juliana. 

Zanatta tem duas rejeições fortes: abandonou o PDT, por onde se elegeu, e entrou no PT que aqui em Balneário não se cria. Se me pedissem um manual de suicídio político, Zanatta seria um bom exemplo.

Claro, urna e cabeça de juiz… bem, minhas nove leitoras conhecem o ditado.

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