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Waldemar Cezar Neto
Waldemar Cezar Neto
O autor é jornalista
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Gleisi tem razão, dividendos da Petrobras são mesmo indecentes


Ontem um sujeito, na TV Jovem Pan, atribuiu a uma fala da presidente do PT, Gleisi Hoffmann (de que os dividendos da Petrobras são indecentes), o fato das ações da empresa estarem caindo na bolsa.

Alguns comentaristas da TV Jovem Pan são ídolos da extrema-direita que só foi à escola comer merenda, porque costumam fazer comentários estúpidos -e esse foi mais um.

As ações estão caindo não em decorrência da fala da petista, e sim de duas ações contra o pagamento de dividendos, uma delas movida pelo subprocurador-geral do Tribunal de Contas da União, Lucas Rocha Furtado

Nunca me imaginei dando razão a Gleisi Hoffmann em qualquer assunto, mas para concordar com ela basta ser brasileiro, de saco cheio por pagar fortunas cada vez que precisa abastecer.

A Petrobras, que explora recursos nacionais (ou o petróleo deixou de ser nosso?) é uma das empresas que neste ano mais pagaram dividendos no mundo, mais do que petrolíferas árabes, enquanto a alguns quilômetros da sua sede, no Rio de Janeiro, famílias passam fome e pessoas morrem por deficiência de assistência médica.

A riqueza de um país deve ser usada para melhorar a qualidade de vida do seu povo. Quem achar que isso é comunismo -ser burro está na moda-  pode ler Adam Smith,  no trecho onde ele escreveu que “a riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes”.

É má fé -como fez o sujeito da TV Jovem Pan- atribuir a falações petistas o comportamento da ação na bolsa. Em 1 de novembro do ano passado, a Petrobrás (PETR4) valia R$ 16,68 e hoje está valendo R$ 26,33, o mesmo que valia em 28 de julho deste ano quando nem havia campanha política.

O PT tem muitos pecados e com certeza irá cometer outros, mas a desinformação jornalística não ajuda a melhorar nada.

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