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Balneário Camboriú
Waldemar Cezar Neto
Waldemar Cezar Neto
O autor é jornalista
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Insegurança é culpa do prefeito e do governador, não do morador de rua, do Ministério Público ou do Judiciário

Integrantes do governo Fabrício Oliveira tentam transmitir à população a impressão – falsa- de que o Ministério Público e a Justiça aumentam a insegurança na cidade ao proibir a condução forçada de moradores de rua.

Morar nas ruas não é crime, é uma opção do cidadão, por vontade ou necessidade, respeitada nas sociedades civilizadas. 

Garantir direitos fundamentais não é opção, é obrigação de juízes e promotores.

Em julho de 2023, o jornal El País informou que um em cada 80 moradores de Nova York não tem onde morar e que a população de rua soma mais de 100.000 habitantes.

Se em Balneário Camboriú tivéssemos a mesma proporção, seriam 12.000 pessoas morando nas ruas e não três ou quatro centenas.

Parcela da população de Balneário Camboriú, felizmente pequena, considera que essas pessoas são lixo, que todos são usuários de drogas, perigosos assaltantes em potencial e deve haver higienização, extirpá-los da sociedade.

A verdade é que os governos do Estado e do município se tornaram incapazes de garantir a segurança da sociedade contra os verdadeiros criminosos e jogam a culpa sobre moradores de rua, Ministério Público e Justiça.

Nesta semana, à noite, uma trabalhadora foi assaltada a 100 metros da minha casa. Aqui era seguro, deixou de ser.

Ontem à noite, por volta das 20h, eu vi traficantes vendendo crack numa das avenidas mais movimentadas da cidade. 

Onde estava a polícia? Onde estava o governo Fabricio Oliveira? Onde estava o governo Jorginho Mello? Fazendo discurso contra promotor e judiciário? Ou fazendo campanha política em período integral, sem se preocupar com a cidade?

Se tem alguém vendendo crack, não é morador de rua, é traficante. Deve ser preso.

Se tem alguém assaltando, não é morador de rua, é assaltante. Deve ser preso.

Se é verdadeira a alegação de que a polícia prende e a Justiça solta, existem caminhos legítimos para buscar que o judiciário adote práticas que tragam mais segurança à comunidade.

Quantas vezes uma comissão de vereadores foi ao fórum falar com MP e Judiciário?

Quantas vezes o prefeito foi ao fórum falar com MP e Judiciário?

Quantas vezes essa turma paga pelo povo foi à Assembleia Legislativa, Governo do Estado ou Tribunal de Justiça em busca de soluções?

Nenhuma, ao que me conste, por isso é mais fácil culpar moradores de rua.

A prefeitura oferece, sim, muitos recursos para amparar moradores de rua, mas exige que esse morador aceite, ferindo seu livre arbítrio.

Este é o conflito, com todos “abrigados” seria mais fácil oferecer segurança, mas o fato é que muitos não querem ir para o abrigo e ninguém pode forçá-los a ir.

Por isso, o prefeito e seu amigo governador devem buscar dentro da realidade mecanismos que garantam segurança ao cidadão, já que os moradores de rua vão permanecer aí, nas ruas, como ocorre em todo o País.

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