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Balneário Camboriú

Me intriga que Fabrício e Moro, candidatos pelo mesmo partido, ainda não tenham se encontrado

Me parece intrigante que o candidato à Presidência da República, Sérgio Moro, do Podemos, ainda não tenha se encontrado com o candidato a governador Fabrício Oliveira, também do Podemos, por enquanto prefeito da cidade que o ex-juiz costuma frequentar no verão.

Fabrício já se declarou bozoafetivo e, mais recentemente, saiu pela tangente dizendo em entrevista à NSC que subiria em outros palanques, menos no do Lula.

Até o momento, segundo as pesquisas nas quais os bozoafetivos não acreditam, as opções de palanque para Fabrício têm alta rejeição: Bolsonaro com 64% de pessoas que não votariam nele de jeito nenhum (incluindo eu) e 53% que não votariam em Moro, uma espécie de Geni para esquerda e direita.

Santa Catarina parece ter um perfil peculiar, o eleitorado daqui ainda gosta de Bolsonaro, mas esse amor pode fenecer diante da gasolina custando 8 e a carne 50.

Especulam que Moro poderia pular para o União Brasil (misto-frio formado por DEM e PSL), mas há resistências na cúpula partidária, o que coloca o ex-juiz na incômoda posição de ser mal amado até pelas tribos com péssimo histórico de serviços prestados à pátria.

Moro deverá ficar mesmo no Podemos e, se Fabrício continuar ali, terá que fazer campanha no palanque de um candidato que até agora não passou dos 8% nas pesquisas.  

Um sujeito me disse que Fabrício não é candidato a nada, vai concluir seu mandato na prefeitura, só está negociando mais caro a desistência, visando trazer recursos para Balneário Camboriú.

Outro me garantiu que o prefeito é candidato a senador, o que seria uma barbada se o Véio da Havan, que até agora não disse nem sim nem não, desistisse de uma possível candidatura e desse seu apoio a Fabrício. 

Isso tem um custo. Hang hoje é o construtor mais capitalizado de Balneário Camboriú e parece acreditar que as leis urbanísticas não valem para ele.

Fabrício perdeu eleições por não acertar a hora e o cargo. Sucesso mesmo, só nas duas vezes que concorreu a prefeito. Se concorrer agora a governador, terá que escalar um Himalaia; se for para o Senado, não ganha do Véio da Havan e provavelmente não ganhe de outros nomes partidariamente mais estruturados.

Se tentar a Câmara Federal, trocará um posto onde é rei para se meter num local mal afamado onde reinam outros 512 sujeitos, em grande parte companhias não recomendáveis.

Janeiro acabou, agora faltam apenas 60 dias para Fabrício decidir se segue governando a cidade ou se tentará o maior voo da sua carreira.

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Waldemar Cezar Neto
O autor é jornalista
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