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Balneário Camboriú

31 anos de Página 3 e tanto para lembrar …

Ele chegou em uma sexta-feira, com 12 páginas, formato tablóide, tudo P&B

Do mesmo jeito que curto folhear álbuns de fotografias e ‘viajar’ no tempo, adoro olhar de novo… e de novo… e sempre que possível, folhear as coleções do jornal Página 3, especialmente em dias especiais para nós, como hoje, 26 de julho, dia em que o Página 3 circulou pela primeira vez por aqui…

Apesar do tempo, a memória permite lembrar com nitidez este dia…era uma sexta-feira e a primeira edição que chegou com uma semana de atraso, foi distribuída nas bancas…eram mais de 60 bancas na cidade, acreditem…naquele tempo o povo lia jornais… o Marzinho e o Bola também distribuíam nas padarias que ofereciam a novidade aos seus clientes como um brinde…nas primeiras edições foi assim… era preciso tornar o jornal conhecido para iniciar a venda de assinaturas…

Nesta primeira edição, tinha uma entrevista com o Leonel Brizola que uma semana antes estava em Balneário para inaugurar o Ciep na Vila Real. 

Ele era governador do Rio e pensava em suceder Fernando Collor de Mello na presidência. 

Brizola era o cara das frases feitas. Uma delas: ‘Nós viemos de uma ditadura tão longa, se impôs o cachimbo da ditadura, que entortou a boca de muita gente’.

31 anos depois, o Brizola não existe mais, mas a frase está mais atual que nunca… e o Ciep, bom o Ciep está fechado, interditado, uma tristeza ver aquela escola de tempo integral assim… 

A Coluna Conexão que tornou-se uma das mais ‘esperadas’ da semana na política local, falava na vereadora Iolanda Achutti (in memoriam) dizendo que ‘só uma mulher poderia tirar Leonel Pavan do trono da Dinamarca, mas não citou nomes.

A também vereadora Remi Osório (in memoriam) não perdeu tempo. “Sou mais eu”, disse, manifestando sua vontade de ser esta mulher…mas acabou não sendo! Nunca concorreu ao trono da Dinamarca.

A primeira entrevista com dois juízes e três promotores da Comarca abordou várias questões, entre elas a legislação que caracteriza até hoje o ‘prende-e-solta’, que continua igualzinha e é motivo de tantas reclamações…os que prendem o marginal reclamam, porque rapidinho ele está de volta às ruas e os soltam reclamam, porque por força da lei não tem como mantê-lo preso. Nada mudou. 

Chitãozinho e Xororó também foram notícia na primeira edição do Página 3, porque lotaram o Pavilhão da Santur com seu show nos 27 anos de Balneário…

No mês passado, a dupla voltou ao mesmo local, onde hoje está o Centro de Eventos Júlio Tedesco e novamente lotou a casa, para comemorar os 50 anos da dupla sertaneja mais famosa do país.

A disparada de preços e a falta de produtos essenciais nos mercados também foi notícia na primeira edição do Página 3. Nada mais atual 31 anos depois…Faltavam ovos e óleo de soja nas prateleiras. 

A pesquisa da Associação das Donas de Casa foi feita em quatro supermercados: Comper, Sesi, Pão de Açucar e Vitória…alguém lembra deles?

No esporte, o colunista Oliveira Brandão (in memoriam) falava sobre os JEBEC-91 e sua importância para descobrir novos talentos e melhorar a representação de Balneário nos Jogos Abertos, que não estava nada boa…

Na Julifest em andamento, o jornal anunciou show de Jessé, na ‘Noite da Ucrânia’ (26/7); show do gaúcho Borghetinho, na ‘Noite da Iugoslávia’ (27/7) e show de Fafá de Belém, na ‘Noite do Brasil’ (28/7). Tudo no Parque da Santur que lotava extraordinariamente.

Nossa equipe de largada… jornalistas Bola Teixeira, Marlise Schneider Cezar, Waldemar Marzinho Cezar, Gelci Veit, Patricia Zutter de Melo, Kiko Novaes (charges), Oliveira Brandão (in memoriam) e Rogério Faísca (esportes), colunistas Luiz Alberto Cavalcanti e José Juca Neves de Souza (ambos in memoriam)…bons tempos!

Lendo e relendo o Editorial e a reportagem Especial da primeira edição ‘Porque fazemos jornal’ que também continua mais atual do que nunca 31 anos depois… e encerrando com  uma clássica frase de Millôr Fernandes: “Só depois que a tecnologia inventou o telefone, o telégrafo, todos os meios de comunicação a longa distância, foi que se descobriu que o problema de comunicação mais sério era o de perto”.

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