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Balneário Camboriú

Nova era pelo braço

Raul Tartarotti*

Foi dada a largada pela vida no Brasil, pois iniciamos a vacinação contra o corona, em conjunto com outros 50 países. Muitos não acreditaram nessa vacina salvadora, mas depois que se contaminaram, mudaram de ideia.

Gemer faz parte de um processo que inicia junto com o sofrimento. Os que não passaram por isso, não sabem o que é, porém, os que tem consciência ou experiência pregressa, lhes confere o carimbo pra entrar na fila dessa agulha.

Em termos de nossa constituição, não passamos de um amontoado de células, que se reproduzem, e morrem. Mas que ficam doentes por uma coisa ou outra, conferindo a necessidade de um tratamento, que só pode ser realizado com remédio, e não com armas em punho, bandeiras verde amarelo no mastro, tampouco gritos de revolta.

A espera que durou somente 10 meses,  nunca foi tão demorada. O vidrinho transparente, poderia ser honrosamente chamado de  Doses de Vida, pela carga de esperança que carregam. A primeira poderia se chamar “alívio”, e a segunda, “vida de volta”.

A ciência prova com sua competência, que necessitamos desse líquido pra continuar a viver. Deixe o partido político e os ranços que vem com ele, pra depois. Vá pra fila da vacinação, espere sua vez e pronto, já pode voltar pra sua vidinha.

A cada picada, os olhos demonstram o que nem a máscara consegue esconder. Um sorriso esperançoso e uma lágrima de quem recebe, e ministra. Esse evento vai ficar pra história de nossas vidas.

Essa primeira dose, já traz esperança de mudança em tudo.

Aos que não resistiram ao vírus, devemos respeito e uma homenagem ás suas almas. Caminhamos juntos nessa terra, alguns se despediram mais cedo, e os  que seguem aqui, agradecem pela presença, às vezes curta, dos que se foram, que ilustraram esse planeta com seus atos, e nos ensinaram lutar pelo amanhã.

Os diversos laboratórios pelo mundo, trabalharam 24h por dia, durante os 10 meses. A você, só foi solicitado não se aglomerar, usar máscara, e passar gel nas mãos. Mas isso parece ter sido mais trabalhoso para alguns. Foi uma pena, a morte acabou convencendo a seu jeito.

O corona foi para o mundo, como Al Capone para Chicago nos anos 1930. Matou muita gente, se embrenhava em lugares mais inesperados, e atacou quem cruzou seu caminho como uma praga. Foi agressivo e implacável.

No filme Os Intocáveis, Eliot Ness e sua turma caçaram aquele gangster, para tirá-lo de circulação. Por fim, a justiça venceu, e sabemos que hoje a ciência é nossa lei máxima, que nos confere essa natureza de racionais, em busca de paz e saúde.

A vida que reinicia após a vacina, me fez lembrar a nova era depois dos dinossauros. Foi uma página em branco que se abriu no planeta, à humanidade.

Em nosso tempo, a desgraça não veio dos céus, o que nos assusta por demais, pois talvez na próxima esquina, a surpresa seja adversa e indesejável.

Se aprendemos essa lição secular, talvez tenhamos muitos anos sem a necessidade de novas vacinas, mas somente se estivermos basicamente nos cuidando.

*Raul Tartarotti é engenheiro biomédico e cronista

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