Para os apreciadores de arte, uma pincelada do que é arte performática, movimento muito atual e cada vez mais frequente em museus e exposições e que causam, não raro, perplexidade e dúvida: isso é arte?
Na performance encontramos uma mescla de teatro, música, dança, mágica, mímica, malabarismo. Embora surgisse no período da I Guerra, quando aconteceu o Manifesto Dadaísta, movimento provocativo que evocava o momento de instabilidade no mundo, foi nos Estados Unidos que tomou a cena artística nos anos 60 e 70, combinando teatro, música e artes visuais. Na mesma linha, o happening, sendo que neste o expectador participa da cena.
A performance é uma expressão artística que usa o corpo e o espaço como meio de transmitir mensagens, criando uma experiência ao vivo entre o artista e o fruidor. Provocativa, absurda, até ofensiva, e pouco óbvia, foi influenciada pela Arte Conceitual, Minimalismo e Pop Art. Um dos pioneiros foi o dadaísta Allan Kaprow que propagava a antiarte, e rejeitava o objeto artístico e o mercantilismo da arte.
Na década de 2000 os museus de arte moderna mais conceituados no mundo, como a Tate em Londres, o Moma em Nova York, passaram a aderir a esses eventos interativos da arte performática, multiplicando o número de visitantes, transformada até num entretenimento.
Indubitável que, a sérvia Marina Abramovic é nome mais emblemático das artes performáticas. Iniciou carreira em 1970 e continua atuante depois de mais de 4 décadas. Por meio de muita sinergia cria forte conexão com o público, como se viu no trabalho: Artista Está Presente, 2010, no Moma, em que ficou 8 horas por dia durante três meses, sentada encarando por um minuto cada expectador à sua frente, enquanto fila dobrava quarteirões. O filme Espaço Além – Marina Abramovic e o Brasil, (2016) fala da sua trajetória quando aqui esteve.
As premiações da música pop, MTV Vídeo Music Awards é palco de várias performances icônicas, feitas pelas famosas da música como: Madona, Britney, Beyoncé e Lady Gaga que apareceu numa, vestida de carne.
No Brasil, tivemos nos anos 50 Flavio Carvalho, pioneiro, no entanto, só nos anos 70 o movimento tomou força, usando o corpo do artista como suporte, artistas do Grupo Rex firmaram o movimento. Atualmente a artista paraense, Berna Reale é reconhecida como dos principais expoentes desta relevante expressão artística no país. Ainda, entre outros: Marcia X, Letícia Parente, Cildo Meireles, Martha Araujo, Nelson Leirner.
Sim, isso é arte.

