Santa Catarina possui várias e diversificadas personalidades femininas se sobressaindo nas artes visuais e neste curto espaço apontaremos algumas.
MARINELA GOULART, natural de Videira, formação em Educação Artística – Artes Plásticas – UDESC, participou de várias exposições no Brasil e no exterior. Iniciou com pintura figurativa homenageando as paisagens da ilha, onde vive desde a adolescência. Passou um tempo nos EUA, pesquisando materiais e ao retornar, passou a usar matérias existentes ao seu redor, ressignificando arame, ferro, concreto, alumínio, pedra, madeira, em escultura de seus desenhos. Suas esculturas são muito expressivas, têm alma, vida, e muita luz.
Na fotografia várias mulheres estão se sobressaindo e, ANGÉLICA LÜERSEN, de Chapecó é uma delas, junto com ANA SABIÁ, de Florianópolis e HELOISA MEDEIROS, gaúcha residindo em Garopaba, foram as catarinenses escolhidas para exporem em Londres na exposição “Habitat”, Art Pavilion Gallery, junto com fotógrafos de renome mundial. O trabalho trata da fotografia como instrumento de crítica social.
SONIA LOREN, chapecoense, com formação em cinema e fotografia, foi a única mulher a ser indicada para o prêmio “Mediterraneum Per La Fotografia”, expondo na Itália, “Med Photo Fest 2023”, com o trabalho: “Submersa – o Corpo com Anima”, além de outras exposições em Catânia e outras cidades da Sicília, a convite de Vittório Graziano, curador italiano. Possui obras em acervos nacionais e internacionais, e inúmeras exposições. A arte serve para questionar o individual e o coletivo, diz.
Na pintura, em evidência CELAINE REFOSCO, natural de Joaçaba e residente em Pomerode, formada em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes de Curitiba, foi designer na indústria têxtil, e ora dedicada às artes visuais. Vencedora do prêmio, Aliança Francesa de Arte Contemporânea 2024, o que lhe oportunizou residência artística em Paris, na Cité Internationale des Arts. CELAINE REFOSCO inaugurou primeira exposição individual no Museu de Arte de Santa Catarina, (no CIC) em Florianópolis, do dia 4/2/26 e vai até 24/5, com: “Viagem à aurora do mundo”, título inspirado em Érico Veríssimo.
Seu trabalho é lindo e inspirador, vale muito a visita à exposição. Sua obra traz a meninice em meio a natureza, as lavadeiras a margem do rio, memórias que se traduzem em uma obra profunda e poética e preocupada com a natureza, como vimos na exposição, “os rios voadores”. A questão ambiental é uma angústia que a artista traduz em arte. CELAINE tem uma bela bagagem humanística, uma profunda sensibilidade da importância da arte em seus aspectos psicológico e social para o Ser.


