Londres – National Gallery

Vera Bedin
Colunista, artista visual, juíza de direito aposentada,TJSC.
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No segundo dia em Londres, dia de revisitar a National Gallery, situada na Trafalgar Square, no coração da cidade. É um dos museus mais bacana de Londres, senão o melhor. Tem uma coleção composta de 2,3 mil pinturas que datam desde o século XII ao século XX. Lá estão os gigantes da arte pictórica, desde Leonardo da Vinci, Rafael, Ticiano, Van Gogh, Picasso, Michelangelo, Claude Monet, Rembrandt, Sandro Boticelli, Caravaggio entre tantos outros.

Os mais famosos e visitados estão a seguir: em primeiro lugar: O casal Arnolfini, de Jan van Eyck, pintor, flamengo, renascentista, nascido em 1390. Inovador na arte do retrato, da tridimensionalidade, foi ousado para a época. A tela é bem conhecida, muito enigmática, cheia de símbolos, objeto de muitas análises, até hoje.

A Virgem das Rochas, de Leonardo da Vinci, (1495-1508), um dos destaques do renascimento italiano assim como a lindíssima, A Madona das Rosas, de Rafael.

A obra prima barroca do italiano, Caravaggio: A Ceia em Emaús 1516.  Rembrandt e seu Autorretrato aos 34 Anos, de 1640 é um dos ‘capo lavori’ assim como Ticiano com Baco e Ariadne.

Do holandês Johannes Vermeer, 1670, a Senhora diante do Virginal, pintor famoso pelas suas composições delicadas, assim como sua, A Moça do Brinco de Pérola, com o filme do mesmo nome. Finalizando com a maravilhosa Vênus no Espelho, de Diego Velázquez, 1651e Sandro Botticelli com a mitológica Vênus e Marte, o deus da guerra e seu amado.

Os Girassóis de Van Gogh, ícone de arte pós-impressionista. O Lago dos Nenúfares de Claude Monet. Importante ver As Banhistas, uma série do francês pós-impressionista Paul Cézanne, com seu espírito inovador. E, mais modernamente o pontilhista Georges Seurat, com Banhistas em Asnières, de 1884.

Reserve ao menos 3 horas para visitar o museu, ver as obras principais e o que mais conseguir. Pode-se aproveitar para tomar um chá da tarde tipicamente inglês no Restaurante Ochere, na própria galeria.

A National Gallery foi fundada em 1824 com a compra de 38 pinturas pelo Parlamento Britânico, com o fito de que as obras fossem base de uma coleção nacional para a educação e usufruto de todos os cidadãos, por isso a entrada gratuita. 

Sobre a arte, gosto de citar os grandes: Ferreira Gullar disse que a Arte existe porque a vida não basta, e Freud, contundentemente disse que quem compreende mal a arte compreende mal a si mesmo e Paulo Freire com sensibilidade: “A arte é uma dimensão essencial da experiência humana”. A arte nos emociona: é uma experiência que nos aproxima do divino em nós, eu penso.

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Notinha: Neste sábado (16), no Instituto Internacional Juarez Machado, em Joinville, acontece o lançamento do livro: “Pequenos Pedaços de Mim”, de MÁRCIA MELL, obra intimista que traduz pensamentos e sentimentos da autora em forma de crônicas, cartas e poesias. O lançamento acontece junto com a exposição “Poiesis – A construção de um Artista”, obras de JUAREZ MACHADO entre as décadas de 60-90, um mergulho na formação artística do pintor. Fica até 9 de agosto.

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