O que é Instalação? Quando se menciona Instalação no âmbito da arte, estamos falando de uma expressão artística que faz parte do universo da contemporaneidade. É cada vez mais frequente em museus e exposições e causa, não raro, perplexidade, dúvida e dificuldade de compreensão. Pretende criar uma experiência imersiva para o fruidor, usando o espaço como parte da obra. São elementos organizados num ambiente tridimensional e muitas vezes com a participação dos expectadores.
Surgiu na década de 60, como reação à arte tradicional e procura envolver os observadores sensorial e emocionalmente. A instalação artística em sua amplitude tem como principal característica o espaço tridimensional e o caráter de experiência. A experiência pode ser caminhar ou se movimentar pela obra ou participar emocionalmente.
A Instalação também utiliza uma gama diversa de materiais para sua composição. As obras não são vendáveis nem colecionáveis, quer pelo tamanho dos espaços e materiais utilizados ou porque são efêmeras, podendo ser recriadas em outros lugares.
O artista brasileiro, Hélio Oiticica com a instalação Tropicália (1967), construiu um lugar com várias referências do que ele entendia como o retrato da brasilidade. Neste lugar havia um labirinto com frases, plantas, biombos, areia, o que ele considerava ser a marca do nosso país.
Judy Chicago, com a obra: O Banquete, década de 70, criou um jantar com uma mesa triangular, com 39 lugares, para homenagear diversas mulheres importantes, sendo que a forma triangular simboliza a igualdade, numa luta pela causa feminina.
A Casa é o corpo: Labirinto de Lygia Clark, na qual o público entra numa estrutura de 8 metros, como um túnel simulando a experiência da concepção, desde a ovulação. Essa instalação faz parte do acervo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, (MAM), e foi exposta na Bienal de Veneza,1968.
“Desvio para o Vermelho”, 1967, de Cildo Meireles, hoje no Museu de Inhotim. São três espaços em vermelho, com móveis, piso, enfeites e quadros, tudo em vermelho, criando sensações e sentimentos como paixão e revolta relacionados à ditadura militar. Este ano em Nova York acontecem múltiplas instalações artísticas ao ar livre, em diversos parques e avenidas, como alternativa aos museus e galerias. As brasileiras Sonia Gomes, com a instalação Ó Abre alas, no Storm King Art Center, e Luana Vitra com sua Amulets, no Sculpture Center, estão brilhando na representação de nossa arte. Vale conferir.
