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Balneário Camboriú
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“Farinhada” de Taquaras é patrimônio cultural de Balneário Camboriú

Autor do projeto diz que a motivação veio do casal Raul e Lala, preocupados com a extinção dessa cultura

Esta semana a Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú aprovou o Projeto Substitutivo N.º 1 ao Projeto de Lei Ordinária 106/2022, do vereador Anderson Santos (Podemos), que declara como Patrimônio Cultural Imaterial e atividade de Meio Ambiente Cultural a prática da “produção artesanal de farinha de mandioca enquanto agricultura de subsistência exercida pelas populações tradicionais por meio dos engenhos situados no município de Balneário Camboriú”. 

O vereador autor do projeto disse que a motivação para a iniciativa aconteceu após uma visita à comunidade de Taquaras, onde encontrou com alguns moradores, em especial Raul Alexandre e sua esposa, Eulália Maria Alexandre, conhecida como dona Lala.

Anderson com o casal e seus familiares (Arquivo Pessoal)

“Esse casal mantém a tradição de produzir a farinha de mandioca da forma tradicional e artesanal em nosso município e eles relataram o receio de que essa prática, com o passar do tempo, poderia se ‘perder’, tendo em vista a modernização na forma de produção da farinha e devido às diversas restrições impostas ao método tradicional, que compreende desde a plantação da mandioca, cultivo e produção da farinha, tudo de forma artesanal”, contou Anderson.

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Ele segue comentando que em razão disso, e sabendo da riqueza que é esse conhecimento, foi elaborado esse projeto de Lei que Declara a Produção Artesanal de Farinha de Mandioca, ou a “farinhada”, como Patrimônio Cultural Imaterial de Balneário Camboriú. 

“Com a aprovação do projeto, a lei passa a assegurar sua importância cultural, ou seja, há uma proteção legal que garante a continuidade dessa tradição, inclusive com visibilidade e acesso dos produtores a políticas públicas e apoio para a preservação e desenvolvimento dessa prática”, destacou o vereador.

Outro benefício esperado é o reconhecimento e a valorização dos produtores e comunidades envolvidas na produção de farinha de mandioca. 

“Essas pessoas são detentoras de um conhecimento ancestral valiosíssimo, que merece ser respeitado e valorizado pela sociedade”, acrescentou. 

O vereador entende que, além disso, a declaração da “Farinhada”, como patrimônio cultural pode, ainda que de forma singela, impulsionar o turismo cultural na região. 

“A atividade turística em Balneário Camboriú já é significativa nas demais áreas, mas essa medida pode atrair um público interessado em vivenciar e aprender sobre a cultura local. Os visitantes terão a oportunidade de conhecer o processo de produção da farinha de mandioca, apreciar a habilidade dos artesãos e experimentar pratos tradicionais feitos com esse ingrediente”, resumiu Anderson.

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