A literatura dividiu espaço com debates sobre relações humanas, diversidade e violência doméstica durante o 2º Festival Literário de Balneário Camboriú. Encerrado no sábado (24), o evento recebeu mais de três mil pessoas ao longo de três dias, segundo o balanço divulgado pela organização.
O Teatro Municipal Bruno Nitz e sua área externa concentraram mais de 60 atividades gratuitas, com a participação de mais de 70 escritores de Santa Catarina.
Além das palestras, o público acompanhou lançamentos de livros, sessões de autógrafos, oficinas, contação de histórias e apresentações de música, teatro e dança.
Com o tema “Palavras que Inspiram”, a edição teve entre os destaques o encontro com Fabrício Carpinejar, na quinta-feira (22). Com inscrições esgotadas, a palestra “Transformação pelo Afeto – Que ninguém seja invisível ao seu lado” levou ao público reflexões sobre os vínculos e a atenção ao outro.
O primeiro dia recebeu cerca de 950 pessoas ao longo da programação, incluindo 350 na cerimônia oficial de abertura. Também na quinta, o escritor Léo Cunha abordou o papel do humor e da imaginação na literatura para crianças e adolescentes.
Literatura como ponto de partida para o debate
Na sexta-feira (23), cerca de 800 pessoas passaram pelo festival. Uma das principais atrações foi a jornalista e escritora Ana Paula Araújo, que apresentou a palestra “Agressão: A escalada da violência doméstica no Brasil”.
A conversa reuniu dados e histórias reais para discutir o tema.
A educação antirracista também entrou na programação, com uma atividade conduzida pela professora, escritora e pesquisadora Eliane Debus. Voltado a crianças e adolescentes, o encontro propôs reflexões sobre diversidade e pensamento crítico por meio da leitura.
No sábado, o Encontro de Clubes de Leitura, coordenado por Paulo Ratz, criador do projeto Livraria em Casa, discutiu como a troca de experiências sobre os livros pode aproximar pessoas e contribuir para a formação de leitores.
Organização projeta próximas edições
Para a diretora-presidente da Fundação Cultural, Karoen Mello, o resultado fortalece a proposta de ampliar a presença da cidade no circuito literário. Segundo ela, a segunda edição já deixou a equipe com ideias para o próximo festival.
O presidente da Academia de Letras de Balneário Camboriú, Eudes Moraes, destacou o envolvimento do público e a importância de manter o incentivo à leitura e ao aprendizado.
O evento contou com intérprete de Libras e disponibilizou abafadores de ruído para acolher pessoas neurodivergentes.
Promovido pela Prefeitura, por meio da Fundação Cultural, o festival teve como parceira a Câmara Setorial de Literatura do Conselho Municipal de Política Cultural e apoio da Academia de Letras e do Instituto Inspira.

