Duas importantes companhias de teatro de Itajaí foram selecionadas para integrar a programação de renomados festivais de artes cênicas no Brasil, reafirmando a força e a relevância da produção cultural itajaiense no cenário nacional.
A Karma Coletivo de Artes Cênicas, que celebra 13 anos de trajetória ininterrupta, está em Londrina, participando do FILO – Festival Internacional de Londrina, criado em 1968 e reconhecido como o festival mais antigo da América Latina, além de um importante patrimônio da história cultural brasileira. O grupo apresentou o espetáculo ‘CaÊ’, voltado às infâncias, livremente inspirado na obra do artista visual Mauro Caelum, ontem (15) e estará novamente nesta terça-feira (16). A montagem é protagonizada pelo ator Mauro Filho, filho do artista homenageado.

A veterana Téspis Cia de Teatro marcará presença no FIT Rio Preto, dia 17 de julho, em São Paulo. O festival que soma 57 anos de história e se mantém entre os mais importantes eventos de artes cênicas do país. A companhia levará ao público ‘A Maravilhosa Princesa das Bolinhas’, espetáculo para as infâncias inspirado livremente na vida e na obra da artista japonesa Yayoi Kusama.
Os dois espetáculos compartilham um elo significativo: ambos foram dirigidos pelo dramaturgo e diretor Max Reinert, referência do teatro catarinense, falecido em 2023.
Na época de sua morte, Max estava em processo de montagem de ‘A Maravilhosa Princesa das Bolinhas’, espetáculo que foi concluído sob a orientação de Hedra Rockenbach. A artista também assina a trilha sonora das duas produções e a criação dos vídeos cênicos, consolidando uma parceria artística de mais de uma década com as companhias.
As montagens já acumularam ampla circulação nacional, com mais de 50 apresentações e participação em mais de 20 festivais e circuitos culturais pelo Brasil.
A seleção para os festivais ocorreu por meio de curadorias especializadas, em processos que reuniram centenas de inscrições de todo o país. O reconhecimento evidencia a qualidade artística da produção teatral de Itajaí, que segue se destacando em meio à diversidade e à potência do teatro brasileiro.
