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Tina morreu na Suíça, ‘pacificamente após uma longa doença’, diz agente

A cantora americana Tina Turner morreu nesta quarta-feira, 24, na Suíça, onde morava, segundo declarou seu agente à imprensa. Ainda de acordo com a declaração, a estrela da música mundial morreu “pacificamente após uma longa doença”. Nos últimos anos, Tina enfrentou um câncer.

No perfil da cantora do Instagram, sua equipe fez uma última homenagem ao anunciar a morte. “É com grande tristeza que anunciamos a morte de Tina Turner. Com sua música e sua paixão sem limites pela vida, ela encantou milhões de fãs ao redor do mundo e inspirou as estrelas de amanhã. Hoje nos despedimos de uma querida amiga que nos deixa sua maior obra: sua música. Toda a nossa sincera compaixão vai para a família dela. Tina, sentiremos muito sua falta”, diz o post.

A vida de Tina Turner

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Tina, nascida Anna Mae Bullock, era uma dos maiores nomes do rock mundial. Ainda na infância, se encantou com a música ao assistir o coral da igreja Batista da qual a família frequentava Aos 17 anos, começou a cantar nos bares de St. Louis. Um ano depois deu a luz ao seu primeiro filho, que criou sozinha, após ser abonada pelo primeiro marido.

Nesse mesmo ano de 1958, lançou sua primeira gravação profissional, o boogie-woogie Box Top, ainda assinando com o nome de Little Ann. Na época, ela era apenas a vocalista da banda do músico Ike Turner, com quem Tina passaria a se relacionar afetivamente. Foi ela que deu à cantora o nome artístico de Tina Turner.

Em 1966, Tina, em mais uma tentativa de emplacar em um mercado que, além de machista, não abria espaço para cantores negros, lançou o álbum River Deep – Mountain High, agora em dupla com Ike. O disco fracassou nos Estados Unidos, mas fez sucesso na Europa.

O músico Mick Jagger, ao conhecer o álbum, se encantou pela voz de Tina e a chamou para fazer a abertura de shows da banda Rolling Stones em Londres.

Em 1968, com o casamento com Ike em crise, Tina tentou o suicídio ingerindo comprimidos para dormir.

Em 1971, Tina e Ike lançaram uma versão da canção Proud Mary, gravada em 1969 pela primeira vez pela banda Creedence Clearwater Revival. A gravação foi um sucesso e chegou a vender 1 milhão de cópias. A dupla ganhou o Grammy de Melhor Gravação do ano.

Convertida ao budismo, e com a força de sua voz personalíssima, cheia de graves, Tina se lançou em carreira solo ao lançar, ao 1974, o álbum Tina Turns the Country On!, com covers para clássicos do country e do folk, gêneros que ela costumava ouvir na adolescência e que fizeram parte de sua formação musical.

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Entretanto, Tina, que desde a dupla com Ike flertava com o rock, acentuava cada vez mais a mistura do gênero com o R&B, soul e disco music, em álbuns como Acid Queen (1975, ainda com influência de Ike), Rough (1978) e Love Explosion (1979).

Nessa mesma época, a cantora deu fim ao casamento com Ike. Apesar da parceria de sucesso, Tina foi uma das primeiras personalidades a declarar que viveu um casamento abusivo, como vítima de violência física e psicológica.

Em um dos episódios, segundo Tina, Ike teria quebrado sua mandíbula. Em outra ocasião, jogou uma xícara de café quente no rosto da cantora. O música ainda a obrigava cantar, mesmo que ela não estivesse bem.

Entre os maiores sucessos de Tina Turner estão The Best, We Don’t Need Another Hero, It’s Only Love, (Darlin’) You Know I Love You, What’s Love Got To Do With It, Goldeneye e Honest I Do

Uma exposição em homenagem à cantora, Tina Turner: Uma Viagem para o Futuro, está em cartaz no MIS-SP.

‘Não foi uma vida boa’, disse Tina Turner em filme emotivo em que se despediu da vida pública

“Não foi uma vida boa.” A frase de Tina Turner marcou o documentário sobre sua trajetória lançado dois anos antes de sua morte, nesta quarta-feira, 24, aos 83 anos. O filme Tina foi uma espécie de despedida da vida pública, um último ato.

O longa estreou no Festival de Berlim daquele ano e conta com uma entrevista inédita feita com a cantora, além de depoimentos de Oprah Winfrey, Angela Bassett e Katori Hall, entre outros.

Tina está disponível em streaming no Brasil no HBO Max.

O documentário repassou a história de Tina Turner desde sua infância pobre e de abandono – tanto seu pai quanto sua mãe foram embora. Adolescente em St. Louis, a cantora, ainda conhecida como Anna Mae Bullock, entrou para a banda de Ike Turner, que lhe deu seu nome artístico.

Vida de abandono e abusos

O filme explorou bastante sua energia, mas não ignorou sua dor. Apesar de sofrer com o trauma da violência e da falta de amor, a cantora nunca temeu falar sobre o assunto – ou deixar que os outros falassem.

Depois da entrevista histórica para a People, ela lançou duas biografias, Eu, Tina – A História de Minha Vida (1986) e Tina Turner – Minha História de Amor (2019), uma cinebiografia (Tina, de 1993, estrelado por Angela Bassett) e virou musical em Tina: The Tina Turner Musical (2018), escrito por Katori Hall, que mais recentemente escreveu a série P-Valley, inspirada em outra peça de sua autoria.

Foi conversando com ela pouco antes da estreia do musical que os diretores tiveram a impressão de que a cantora via o documentário como um adeus, não dos palcos, de onde se aposentou em 2009, mas da vida pública. “É uma despedida de sua participação em sua própria história”, disse T.J. Martin.

“Como as pessoas seguiram perguntando sobre o que ela tinha sofrido, para Tina continuou sendo uma forma de trabalho, porque ela não pode se divorciar do ícone cultural que ajudou a criar. Então a despedida é literalmente sair dos holofotes.”

Precursora do Me Too

Tina e Ike Turner tiveram uma carreira de sucesso e um casamento marcado pela violência por parte dele. Em 1976, depois de tentativas de suicídio, ela saiu do relacionamento com pouco mais que o direito de usar seu nome artístico. Mas teve dificuldades de prosseguir em sua carreira artística, sendo frequentemente atrelada a Ike. Numa tentativa de se desvencilhar, ela deu uma entrevista à revista People falando abertamente sobre o assunto, sendo uma precursora do movimento Me Too.

Show no Maracanã marcou volta por cima

Tina Turner deu a volta por cima, lançando Private Dancer, um álbum de sucesso com hits como What’s Love Got to Do With It, com mais de 40 anos de idade.

Começou ali uma onda de sucesso que teve como um de seus picos o show para 180 mil pessoas no Estádio do Maracanã, um recorde. “Foi uma parte importante da sua carreira. Nós conversamos com ela sobre essa apresentação, mas no fim achamos melhor mostrar do que falar”, disse Daniel Lindsay. É no palco, afinal, comandando uma plateia de milhares de pessoas, dançando sem parar, cantando com sua voz forte característica, que vemos a força de Tina Turner.

(Por Danilo Casaletti/AE)

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