Websérie documental registra memória do cultivo e da fiação artesanal do algodão em Bombinhas

Projeto “Fios de Algodão” reúne relatos de mestras da comunidade e leva a história para estudantes da rede pública

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(Divulgação cultural) – Há mais de 60 anos, famílias de Bombinhas cultivavam o algodão e realizavam de forma artesanal as etapas de preparação da fibra e produção dos fios. Uma parte dessa história agora ganha registro na websérie documental “Fios de Algodão”, com cinco episódios em formato de Reels.

A produção reúne os relatos das mestras da cultura tradicional Odete Maria da Silva e Salete Pinheiro, além de outras pessoas da comunidade que têm relação com a prática. Os depoimentos registram os processos de cultivo, preparação e fiação artesanal do algodão.

O primeiro episódio da websérie foi ao ar neste domingo (13) nas redes sociais de Bruno Francisco (@brunofranciscco) e Museu Comunitário Engenho do Sertão (@engenhodorestão), e está disponível no link https://www.instagram.com/reel/DdOnYwZxSO6/?stkn=MWpvNG40cnBqczRuYg==. Os episódios seguintes serão publicados nos próximos dias.

A iniciativa também promove ações educativas em escolas públicas do município. No mês de agosto, 30 alunos do 7º ano do CEIT Leonel de Moura Brizola, acompanhados pela professora de História Eledir Garcia, participaram de uma vivência sobre o processo artesanal.

Os estudantes puderam conhecer o algodão desde a planta até a fibra, além de materiais utilizados na preparação para a fiação, como o descaroçador, a almofada e as varetas para abrir o algodão.

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A atividade contou ainda com a participação das mestras Odete e Salete e da artesã Nívea Maria da Silva Bücker, que levou um tear de pente-liço para demonstrar a prática da tecelagem.

“Minha relação com o Design de Moda despertou meu interesse pelos processos manuais que existem por trás dos produtos têxteis. Ao conhecer as histórias das mestras, percebi a riqueza desse conhecimento e a importância de registrá-lo antes que se perdesse”, destaca o proponente Bruno Francisco.

O projeto é realizado com o patrocínio da Prefeitura de Bombinhas, por meio da Fundação Municipal de Cultura de Bombinhas, Edital Mestre Cantalício Rocha – Edição 2025 do Fundo Municipal de Cultura.

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