Preparar a cidade para o futuro. Esta é a principal proposta do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (CMCTI) de Balneário Camboriú, formado por integrantes da sociedade organizada, instituições de ensino superior e o Poder Público.
Há duas semanas, a prefeita Juliana Pavan comandou a solenidade de apresentação e posse da primeira composição do novo conselho, que vai propor e acompanhar ações governamentais do setor de inovação, ciência e tecnologia. A primeira formação atuará por dois anos.
“A cidade é referência em tantos quesitos, como não pensar em inovação”, questionou a prefeita.
O secretário Gilson Roberto Bordin, da Secretaria Municipal de Governo, Inovação e Orçamento (Segov), ao qual o novo Conselho é vinculado, disse que ele representa um marco para Balneário Camboriú, porque cria um espaço permanente de diálogo entre o poder público, as instituições de ensino superior, o setor produtivo e a sociedade civil organizada.
Entre as atribuições dos conselheiros, de propor diretrizes, acompanhar políticas públicas do setor, está a elaboração do Plano Municipal de Inovação.
“Eu acredito que, somando forças, inclusive com universidades, nós vamos fazer com que o Balneário Camboriú, de fato, esteja preparada para o futuro”, afirmou a prefeita na solenidade de posse, destacando as duas universidades integrantes do Conselho.

A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) será representada pela pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação, Extensão e Inovação, professora Fátima de Campos Buzzi, como conselheira titular, e pela coordenadora de Inovação da Universidade, Janaína Lorenzi Tomio, como suplente.
“A presença da Univali no Conselho fortalece a integração entre universidade, poder público, setor produtivo e sociedade civil. É uma oportunidade de contribuir com conhecimento técnico e científico para a construção de políticas públicas que impulsionem a inovação e o desenvolvimento sustentável de Balneário Camboriú”, disse Fátima.

A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), por meio do Centro de Educação Superior da Foz do Itajaí (Cesfi), está representada pelos professores Luiz Adolfo Hegele (titular) e José Carlos de Souza (suplente).

A criação do Conselho está em conformidade com a Lei Municipal nº 5.074/2025, que dispõe sobre as medidas de incentivo à inovação, pesquisa científica e tecnológica em ambiente produtivo, visando o desenvolvimento sustentável do Município de Balneário Camboriú.
Nesta reportagem o secretário de Governo, Inovação e Orçamento (Segov), Gilson Roberto Bordin, falou sobre o novo Conselho, suas atribuições, expectativas e o que ele representa para Balneário Camboriú.
Acompanhe:
“Objetivo é consolidar o município como referência em inovação, fortalecendo sua inserção no cenário nacional”

JP3 – Qual a importância do novo Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (CMCTI)?
Gilson Bordin – O CMCTI representa um marco para Balneário Camboriú, pois cria um espaço permanente de diálogo entre o poder público, as instituições de ensino superior, o setor produtivo e a sociedade civil organizada. A inovação é construída de forma colaborativa, e o Conselho permitirá que as políticas públicas para ciência, tecnologia e inovação sejam planejadas de maneira técnica, participativa e alinhadas às necessidades do município.
JP3 – Qual a sua expectativa sobre a atuação do novo Conselho?
GB – Nossa expectativa é que o Conselho seja um protagonista na construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da inovação em Balneário Camboriú. Esperamos que ele fortaleça a integração entre universidade, empresas e poder público, estimule a pesquisa científica, incentive o empreendedorismo tecnológico e contribua para tornar o município cada vez mais inovador, competitivo e preparado para os desafios do futuro.
JP3 – Quais serão as principais pautas tratadas pelo Conselho?
GB – Entre as principais atribuições do CMCTI estão a elaboração do Plano Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, a definição de diretrizes para o setor, o incentivo à pesquisa científica e tecnológica, a análise e o acompanhamento de projetos estratégicos, além da proposição de ações que fortaleçam o ecossistema de inovação e possam receber apoio por meio dos instrumentos previstos na Lei Municipal de Inovação.
JP3 – Como será elaborado o Plano Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação?
GB – O Plano Municipal será construído de forma participativa, com a contribuição dos membros do Conselho e dos diversos atores que integram o ecossistema de inovação do município. O objetivo é identificar as principais potencialidades e desafios de Balneário Camboriú, definir metas e estabelecer ações estratégicas para os próximos anos, criando uma política pública sólida e de longo prazo para a ciência, tecnologia e inovação.
JP3 – Quem preside o novo Conselho?
GB – Na primeira reunião do Conselho será apresentada e discutida a proposta de Regimento Interno. Após a aprovação do Regimento, será realizada a definição da presidência do CMCTI, conforme as regras estabelecidas pelo próprio colegiado. Essa etapa é importante para assegurar que a condução dos trabalhos ocorra de forma democrática, transparente e em conformidade com as normas que regerão o funcionamento do Conselho.
JP3 – Como foram selecionados os integrantes?
GB – A composição do Conselho segue os critérios estabelecidos pela Lei Municipal nº 5.074/2025. Os membros foram indicados pelas instituições e entidades que possuem representação no colegiado, assegurando uma participação equilibrada do poder público, das instituições de ensino superior, do setor empresarial e da sociedade civil organizada. O mandato dos conselheiros é de dois anos.
JP3 – Qual é a relação dos membros e das entidades representadas?
GB – A composição completa do Conselho, com a relação nominal dos conselheiros titulares e suplentes e das respectivas entidades representadas, está publicada no Decreto Municipal nº 12.848, de 1º de dezembro de 2025, disponível para consulta oficial. O CMCTI é composto por representantes do poder público municipal, de instituições de ensino superior, do setor empresarial e da sociedade civil organizada, assegurando uma composição plural e multidisciplinar para o debate e a formulação de políticas públicas voltadas à ciência, tecnologia e inovação.
JP3 – Gostaria de acrescentar mais alguma informação?
GB – A criação do Conselho reafirma o compromisso do Governo Municipal em fortalecer uma política pública permanente voltada à ciência, tecnologia e inovação. Esse trabalho está alinhado ao planejamento estratégico da Administração e às discussões do novo Plano Diretor, que deverá contribuir para a construção de uma cidade cada vez mais preparada para o desenvolvimento sustentável, a economia do conhecimento e a atração de investimentos.
O CMCTI será um importante instrumento para integrar o poder público, as universidades, o setor produtivo e a sociedade civil, transformando boas ideias em projetos e políticas públicas capazes de impulsionar a inovação e gerar mais oportunidades para Balneário Camboriú.
Nosso objetivo é consolidar o município como uma referência em inovação, fortalecendo sua inserção no cenário nacional por meio de iniciativas que estimulem o empreendedorismo, a pesquisa, a tecnologia e a transformação digital. Com planejamento, participação e visão de futuro, Balneário Camboriú reúne todas as condições para se destacar cada vez mais como um polo de inovação e desenvolvimento.

