Dia Nacional da Alimentação na Escola: Balneário Camboriú segue ‘à risca’ cuidados na rede municipal

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Neste sábado (21) é celebrado o Dia Nacional da Alimentação na Escola, que tem como objetivo destacar a importância de uma alimentação saudável para o desenvolvimento cognitivo e prevenção da obesidade infantil. 

Aliado ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), a data visa desenvolver hábitos de alimentação saudáveis em crianças e jovens, algo bastante difundido na rede municipal de ensino de Balneário Camboriú. 

Cuidados com a alimentação

A nutricionista responsável técnica da Secretaria de Educação de Balneário Camboriú, Jeniffer Diniz de Souza, explica que a proposta do Pnae é fornecer para as crianças enquanto estão na escola uma alimentação saudável, porque contribui diretamente com o aprendizado e desenvolvimento. 

“Existe a preocupação de formação de hábitos alimentares saudáveis, por isso houve inclusive atualização na resolução, em 2020, com orientações a serem seguidas por faixa etária – de zero a três anos retiramos açúcar, café e ultra processados, por exemplo. Também retiramos o achocolatado e biscoitos na educação infantil. Dependendo do período que a criança fica na unidade, se é meio período ou integral, existe um número mínimo de alimentos para estimular a variabilidade e combater a monotonia do cardápio”, diz.

Jeniffer aponta que há um percentual de alimentos in natura além do cuidado com serem alimentos minimamente processados, que precisam ser oferecidos para os alunos, com o foco em minimizar a obesidade infantil, dentro da política pública mundial de saúde – por isso a Educação de Balneário trabalha nesse sentido de forma integrada com a Secretaria de Saúde.

Divulgação/PMBC

Aceitabilidade dos alimentos

Questionada pelo jornal sobre os desafios na hora da implantação do cardápio, a nutricionista salienta que há a obrigatoriedade de fazer o teste de aceitabilidade com os alunos da rede municipal – algo também preconizado no Pnae. 

“Se queremos colocar uma receita nova no cardápio, temos que passar por aceitabilidade – estamos com duas receitas novas que já foram aprovadas e entrarão no cardápio em 2024, o risoto com abóbora cabotiá e tilápia, e a carne moída suína. É importante salientar que também prestamos o atendimento aos alunos que possuem necessidade de alimentação especial – todas as crianças que têm alergia a algum alimento, diabete ou intolerância alimentar tem garantia por legislação e apresentamos cardápio especial”, comenta.

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Incentivo ao aleitamento materno

Jeniffer diz que além desse cuidado com a alimentação, também incentivam o aleitamento materno, no caso das unidades que têm atendimento de berçário – tem a opção tanto das mães irem até a unidade para amamentar, como levar o leite já retirado. 

“Temos essa preocupação desde que a criança entra na rede, garantindo o direito de receber leite materno enquanto está na unidade, até o ensino fundamental, atendendo todas as faixas etárias. Inclusive no ensino fundamental estamos reforçando a alimentação com ferro, reforçando a presença da carne, frango, peixe, ovos…”, acrescenta.

Divulgação/PMBC

Crianças incentivando alimentação saudável da família

A nutricionista diz que há um cuidado especial em cada escola e creche com incentivar que as famílias participem da alimentação saudável, para que os pais tenham conhecimento de quais alimentos as crianças e adolescentes recebem na rede municipal de ensino. 

As nutricionistas da Educação capacitam os gestores e agentes de alimentação sobre os cardápios e os servidores repassam as informações para os pais, servindo como ‘promotores de saúde e bons hábitos’.

Além disso, Jeniffer diz que os próprios alunos são ‘multiplicadores da alimentação saudável’ e levam para casa os hábitos de, por exemplo, consumir frutas e vegetais em todas as refeições. 

“Buscamos sempre inovar, apresentando as frutas da época – por exemplo, quando é manga, comem mais manga, depois melancia, e assim por diante. Toda essa formação acaba impactando, e a criança acaba pedindo a fruta quando está em casa. Há unidades que possuem horta, e desenvolvemos o trabalho para as crianças verem como planta, como colhe… e repassam isso em casa”, completa.

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