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Ideia de escola integrada à praia de Balneário Camboriú vence desafio do projeto Futuros Disruptivos

Escola do futuro foi idealizada por alunos da rede pública de BC após três meses de oficinas de aprendizagem criativa

Uma escola integrada à praia, com política sustentável, que preza pela inclusão – principalmente de pessoas com deficiência –, com geradores de energia eólica e painéis solares e com acesso livre para a comunidade. 

Quatro dos estudantes que idealizaram a escola do futuro: Arthur Rafael de Souza Soares Barbosa, Yasmin Duarte Da Silva, Diego Kehl e Ágata Silva Werlang (Gabriele de Almeida Gessner)

Essa é a ideia vencedora do desafio de encerramento da 2ª edição do projeto Futuros Disruptivos, que aconteceu nesta terça-feira (22), na Univali de Balneário Camboriú. 

Idealizada por alunos da rede municipal de ensino, a escola do futuro foi escolhida entre outras quatro ideias pela banca avaliadora.

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A ‘Blue Sea School’ foi imaginada pelos adolescentes Ágata Silva Werlang, Arthur Rafael de Souza Soares Barbosa, Caio Henrique Ferreira Da Silva, Diego Kehl e Yasmin Duarte Da Silva, da rede municipal, sob a coordenação da professora Greice Botelho, durante o desafio final do projeto do qual participaram ao longo dos últimos três meses. 

O protótipo da escola foi feito com duas torres redondas, que abrigam grêmio estudantil, laboratório de química e sala de jogos, além de uma biblioteca externa próxima à faixa de areia. 

O projeto vencedor ainda trazia aulas multidisciplinares; disciplinas diferenciadas, como gastronomia; alimentação pensada para a particularidade de cada aluno, como intolerantes a alguns alimentos; e acesso via ônibus e metrô.

“Estou alegre, feliz e muito surpreso. Eu não achava que a gente iria ganhar entre tantas ideias boas”, disse Arthur Soares Barbosa, um dos vencedores. Aos 12 anos, o estudante do Centro Educacional Municipal (CEM) Professor Armando Cesar Ghislandi conta um pouco da sua contribuição para o protótipo. 

“Ao falar de energia, eu pensei: ‘por que não poderíamos colocar um tipo de energia no qual a gente economizasse e não gastasse tanto?’. Pensei na eólica e na luz solar, colocando geradores na maquete no jardim e no topo do prédio”.

O projeto ‘Blue Sea School’ (Foto Gabriele de Almeida Gessner)

O desafio final

Ao longo desta terça-feira, mais de 20 estudantes que participaram do projeto Futuros Disruptivos foram convidados a pensar em projetos de escolas para o futuro. Os estudantes precisavam considerar problemas atuais que visualizam no município, possíveis tecnologias que poderiam ser adaptadas aos espaços, lugares especiais e diferenciados a serem criados e a sustentabilidade dos espaços. 

Eles foram divididos em cinco grupos, sendo que cada um foi orientado por um dos professores do projeto – Bianka Cappucci Frisoni, Gustavo Pereira Russo, Daniela de Aquino, Álvaro Galrão e Greice Botelho.

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“O desafio final contém um pouco de cada coisa, cada ferramenta que aprenderam ao longo dos últimos meses. Ou seja, traz toda a carga do aluno e serve de avaliação, para que vejamos o que ele gravou de conteúdo e o que leva dos módulos para a vida”, explica a professora Bianka sobre a dinâmica final. 

“O que eles querem? Quem é a persona do aluno do futuro? A partir dessa análise, teremos fonte de pesquisa para ver o que precisa ser melhorado, o que podemos trazer de novo, além de motivá-los (nesse universo lúdico) a se expressar, buscar uma profissão e seguir para a universidade”, completa.

Outras quatro escolas do futuro foram avaliadas no encerramento do projeto Futuro Disruptivos. 

Os protótipos propuseram estruturas mais dinâmicas e integradas ao meio ambiente; com aulas diferenciadas, como danças; laboratórios para investimento em tecnologia, como impressões 3D; hortas comunitárias; acessibilidade por meio de aulas de Libras, rampas e pisos podotáteis; investimento em esportes e lazer, com quadras poliesportivas; inclusão de gênero; e apoio psicológico para alunos e profissionais.

Entre os alunos presentes estavam ainda Julia Alves Maciel, Nicole Isabele da Silva Vieiro, Rubia dos Santos Pilla, Vitor Gabriel Toledo Deitos Vivelcick, Guilherme Bittencourt da Silva, Julia Caroline Furtado da Silva, Kailane Teixeira Justo, Mateus Kresnuk, Sophie Gravi Machado Londro, Eduarda Henckemaier da Silva Duarte, Felipe Pereira de Liz, Julio Henrique Padilha, Nathalia Mazzoco, Arthur Aparecido Cavalari, Arthur Castro de Souza Braganceiro da Silva, Laura Beron Machado, Leonardo Figueiredo da Silva e Mahara Sophia de Deus.

Futuros Disruptivos

O projeto Futuros Disruptivos é realizado por meio de parceria colaborativa entre Univali, Prefeitura de Balneário Camboriú, Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú (Acibalc), Sebrae, Credifoz e Oceanic Aquarium. Na sua 2ª edição, possibilitou aos alunos da rede pública, entre 11 e 14 anos, oficinas presenciais e intensivas, em contraturno escolar. Todos que participaram de ao menos cinco módulos receberam a certificação de conclusão do projeto.

A iniciativa foi pensada a partir da aprendizagem criativa, sob três pilares principais: Criação e desenvolvimento; Solução de problemas; e Design Thinking. Entre as questões abordadas estavam relacionamentos interpessoais, ambiente, empreendedorismo e o indivíduo como agente de transformação. 

O objetivo foi contribuir com o desenvolvimento regional e formar jovens pensantes e responsáveis com o meio em que estão inseridos.

Os estudantes participaram de oito módulos de conhecimento – “Heróis com propósito”; “Como vamos mudar o mundo?”; ‘Arquitetando um plano!”; “Guia prático: ajudando a cuidar da natureza”; “OMG! Essa é uma ótima ideia!”; “XP Maker: digital e manual”; “Educação financeira”; e “UHU! Hora de hitar a IDEIA”.

A 2ª edição do projeto Futuros Disruptivos rendeu à professora Bianka o prêmio Professor Inovador, da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). 

A iniciativa ainda concorre a outras duas premiações nacionais nas áreas de Design, Educação e Inovação: o Brasil Design Award, na categoria Impacto Social; e o Design For a Better World (DFBW).

Texto: Huna Comunicação

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