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Movimento ‘Cadê o Ciep’ estampado no muro da escola

Depois de uma nota pública, divulgada há alguns dias, com assinatura de várias lideranças políticas de Balneário Camboriú, questionando o prefeito Fabrício Oliveira sobre o fechamento do Ciep e a promessa de construir no local a Escola do Amanhã, a pergunta se transformou em obra de arte no muro da escola.

O muro do Ciep antes e depois. (Divulgação)

Um grupo de integrantes da Juventude Socialista do PDT (JSPDT) foi procurado por moradores da Vila Real que sugeriram a pintura, feita pelo artista João Vitor Gris.

O presidente da JSPDT, Arthur Dejean reforçou que a ação foi um pedido dos moradores da Vila Real, que sentem na pele a falta que o CIEP faz no dia a dia.

“Não foi algo idealizado pelo partido, nós apenas realizamos a pintura e a arte, com o trabalho voluntário de membros da JSPDT e do artista João Gris”, afirmou Dejean.

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Mas ele lembra que desde 2015, várias gestões da JSPDT, fizeram grafites pedindo a expansão do modelo de ensino integral em Balneário Camboriú.

“Os CIEPs são uma bandeira histórica do partido, de Leonel Brizola, e um modelo de educação do qual acreditamos”, acrescentou Dejean. 

Ele segue contando que são seis grafites espalhados pela cidade, todos com autorização, reivindicando a expansão do ensino integral, mas também outras pautas pontuais, como a luta pela vacinação durante a pandemia do COVID-19 e mais recentemente, pela expansão do sistema de saúde mental público em nosso município.

“É um projeto que está em andamento contínuo e sempre realizamos ao conseguirmos novas autorizações de moradores para as artes”, destacou.

Arte voluntária

“A arte foi feita pelo artista João Vitor Gris (@senhorgris), que é artista profissional e não possui filiação partidária, mas também já atuou em projetos sociais e tem uma visão humanista que se casa com os nossos ideais de uma sociedade menos desigual, oferecendo voluntariamente seu trabalho por acreditar na causa da educação em nosso município”, segue Dejean.

Ciep hoje e não amanhã

“A arte tem como foco questionar “Cadê o Ciep?”, trazendo a reflexão de como não podemos normalizar aquele terreno vazio onde tantas histórias e sonhos foram construídos. Também chamamos a atenção de que queremos o CIEP hoje e não amanhã, em alusão ao projeto do governo municipal Escola do Amanhã que nessa altura já se tornou mera lenda urbana”, afirmou. 

O grafite estampa a figura de um aluno, mostrando que a educação permite sonhos serem concretizados e a de uma professora, lembrando a necessidade da valorização dessa categoria. 

“Nosso foco principal é não deixar a bandeira do Ciep ser esquecida, um colégio que já provou que é possível educação pública integral de ponta em nosso município e que pode ser ainda melhor, sem abandonar aquilo que é central no projeto pedagógico original, afinal, não queremos mais apenas o CIEP Rodesindo Pavan mas sim a expansão desse modelo”, concluiu Dejean.

“Arte é muito mais que um trabalho”, diz o grafiteiro

O paranaense de Cascavel, João Vitor Gris, 20 anos, é artista de rua há cinco anos. Atualmente está em Balneário Camboriú, onde já deixou sua marca em vários trabalhos. Ele faz pinturas em telas, quadros, grafite em paredes. Faz trabalhos comerciais e voluntários também. 

“Para mim a arte é muito mais que um trabalho, é um modo de me expressar, é um meio de comunicação mais próxima da maneira sincera de se expressar que está dentro da gente…até mesmo trabalhos comerciais, em que a pessoa escolhe o tema, sempre na arte vai ter um percentual do que o artista quer passar. Olhando de fora, a estética do trabalho, tem muita energia do artista na hora de fazer as técnicas, o estilo, o jeito de preparar a tinta, tudo interfere no produto final”, disse o artista.

Ele contou que o grafite do “Cadê o Ciep” foi uma decisão em conjunto que ele considerou legal, principalmente porque foi uma ação voluntária e porque curte projetos sociais.

João Vitor disse que tem mais de 100 grafites em cidades catarinenses, além de encomendas de quadros, espalhados por Itajaí, Balneário Camboriú, Camboriú, Itapema, Itapoá e Florianópolis.

Além dos trabalhos, ele tem um objetivo: levar sua arte por todo o Brasil e fora dele também.

“Minha meta é pegar minha kombi até final de fevereiro, fazer uma viagem pelo Brasil e fora dele, até o Alaska, apenas fazendo arte. Vou gravar esta viagem levando grafite, poesia, artesanato, porque quero mostrar que é possivel, que não precisa ser rico, aposentado, para viajar o mundo ainda mais com arte. Tem muita gente que esconde seu talento porque tem medo de mostrar. Eu quero mostrar que é possível e desta forma, quero incentivar as pessoas”, concluiu o artista.

Trabalhos do grafiteiro João Gris em Balneário Camboriú (Arquivo Pessoal)
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