Programa ‘Vida na Escola’ foi apresentado ao Tribunal de Contas na Univali de Itajaí

Conselheiro Dado Cherem disse que o programa é muito importante e a intenção é ampliar para outros municípios

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O conselheiro do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC), Dado Cherem esteve na Univali, onde acompanhou a apresentação dos resultados do ‘Vida na Escola’, programa que a universidade realiza em parceria com a prefeitura de Itajaí, através dos cursos de Psicologia e Serviço Social e que alcança hoje mais de 27 mil estudantes e quase dois mil professores da rede municipal de ensino.

A visita do conselheiro ocorreu em um momento em que o debate sobre saúde mental ganha espaço nas políticas públicas e teve como objetivo conhecer a experiência implementada no município com vistas à possibilidade de replicação em todo Estado.

A pró-reitora de Ensino da Univali, professora Priscila de Souza disse que o interesse do Tribunal de Contas reforça a relevância de iniciativas que aproximam educação, saúde mental e políticas públicas.

Divulgação/Univali

“O Vida na Escola foi construído para atender demandas concretas da comunidade escolar e demonstra como a cooperação entre universidade e município pode gerar resultados com alcance coletivo”, afirmou.

Criado para fortalecer a saúde mental da comunidade escolar, prevenir situações de violência, combater o bullying e desenvolver competências socioemocionais, o programa mobiliza cerca de 50 profissionais entre psicólogos e assistentes sociais em 41 escolas municipais de ensino fundamental.

Saúde mental, nova pandemia

Dado Cherem disse ao Página 3 que o projeto é de fundamental importância, porque das muitas pandemias que o mundo já conheceu, a da saúde mental é mais uma e bem atual.

“É muito importante esse processo pedagógico da prefeitura de Itajaí. Pela primeira vez nos três anos que estou lidando com esse tema, vejo algo concreto, porque o que acontece hoje nas escolas? Quando ocorre uma tragédia, o que acontece regularmente, a primeira coisa é combater a consequência e não a causa. Qual é a consequência? É encher de polícia, colocar gente armada, mas esquecem da causa, por que está acontecendo, por que aquela criança, aquele jovem fez isso? Isso provavelmente já deu sinais há muito tempo, mas como hoje em dia um pai e uma mãe precisam trabalhar o dia todo, essa criança muitas vezes fica solta e na escola, o professor observa o comportamento, o bullying”, disse.

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Cherem disse que há três anos fez uma auditoria para saber como os municípios estão lidando com essa situação nas escolas. Agora está em andamento a segunda auditoria que vai mostrar o que foi feito, quais são as dificuldades dos municípios.

“Com este resultado, vamos avaliar e posteriormente propor um plano de ação. Minha ideia inicial é proporcionar aos demais municípios a mesma iniciativa”, acrescentou.

Ele disse que ficou impressionado com o programa desenvolvido em Itajaí, especialmente porque ele consegue identificar precocemente situações de sofrimento emocional e oferecer direcionamentos antes que os problemas se agravem. 

O programa

O Vida na Escola é resultado de um convênio firmado entre a Univali e a Prefeitura de Itajaí, por meio da Secretaria Municipal de Educação, em setembro de 2025. As atividades tiveram início em novembro do mesmo ano.

Com investimento de R$ 6 milhões por parte do município, o projeto contribui para o cumprimento da legislação nacional que prevê a presença de psicólogos e assistentes sociais nas redes públicas de educação básica.

A parceria também reforça o papel da universidade na construção de soluções alinhadas às demandas da sociedade e na colaboração com o poder público em ações de alcance coletivo.

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Além do acolhimento e da escuta de estudantes e professores, as equipes desenvolvem ações coletivas por meio de palestras, oficinas, rodas de conversa, materiais educativos, atividades pedagógicas e orientação a familiares. Os assistentes sociais atuam na articulação entre escola, família e rede de serviços públicos, fortalecendo o acesso a direitos e o enfrentamento de situações de vulnerabilidade que podem impactar a permanência e o desempenho dos estudantes.

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